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CARNES: ABPA questiona IBPT por apontar o ovo como vilão da inflação

6 de julho de 2022
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Porto Alegre, 6 de julho de 2022 – A Associação Brasileira de de
Proteína Animal (ABPA), em representação ao setor produtor de ovos do Brasil,
manifesta preocupação quanto aos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro
de Planejamento de Tributação (IBPT) que, em posicionamento divulgado à
imprensa nacional, acusa o produto ovo como grande vilão da inflação – na
fala de seu presidente, João Eloi Olenike.

A fala e o estudo são divulgados sem o devido contexto, o que tem gerado
reações negativas e indevidas contra o setor nas redes sociais.

Não está clara, no arquivo divulgado, a metodologia aplicada para os
levantamentos – como, por exemplo, se foram considerados exatamente os mesmos
tipos de ovos, ou se são de marcas diferentes – apenas que se trata de um
levantamento com base em dados provenientes de vendas nas gôndolas. Também
não fica clara a margem de participação do varejo na formação de preço.

Já nas vendas feitas pelos produtores a realidade é bastante diferente do
dado informado pelo IBPT. Aqui cabe destacar: não se questiona o resultado do
índice publicizado pelo IBPT – já que não há informações claras sobre
como foram obtidos – e, sim, a sua metodologia, que parece não levar em conta
tipo de produto, transporte, praças de venda e outros pontos de formação de
preço.

De acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada
(CEPEA/USP) que considera preços no atacado, a variação da caixa de ovos de
30 dúzias branco foi de 37,3%, passando de R$ 105,00 em março de 2020 (início
do período da pandemia) para R$ 144,51 em maio de 2022 (dado mais recente).

No mesmo período comparativo, o preço da caixa de 30 dúzias de ovos
vermelhos aumentou 30,9%, de R $123,96 para R$ 162,25.

As altas, diferente do colocado pelo IBPT, são resultados diretos das
altas dos custos de produção registrados no período.

O principal ponto de impulso aos preços está na alta do milho e da soja,
insumos básicos que compõem mais de 70% dos custos de produção. No caso do
milho, a saca de R$ 60 kg aumentou de R$ 57,41 (março de 2020) para R$ 87,36
(maio 2022), uma alta comparativa de 52,2%. Já a soja (saca de 60 kg) aumentou
114%, saltando de R$ 88,23 para R$ 188,96.

Além disso, o preço do papelão, por exemplo, aumentou mais de 80%.
Diesel, energia e outros pontos também impactaram o custo.

Os dados dos custos de produção ilustram a problemática enfrentada pelo
setor de ovos neste quadro produtivo. Ao mesmo tempo, os índices do CEPEA
mostram que o setor produtivo está longe de ser o vilão do quadro
inflacionário. Vilã, neste caso, é a desinformação, que causa julgamentos
injustos aos avicultores, que estão dedicados à produção de um produto de
alta qualidade e acessível a todas as classes sociais, e que não pararam de
produzir mesmo diante dos desafios impostos pela pandemia. Com informações da
assessoria de imprensa da ABPA.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Copyright 2022 – Grupo CMA

Cotação semanal

Dados referentes a semana 11/08/2022

Suíno Independente kg vivo

R$ 6,89

Farelo de soja à vista tonelada

R$ 2.615,00

Casquinha de soja à vista tonelada

R$ 1.275,00

Milho Saca

R$ 87,33
Ver anteriores

Preço base - Integração

Atualizado em: 17/08/2022 14:00

AURORA* base suíno gordo

R$ 5,40

AURORA* base suíno leitão

R$ 5,50

Cooperativa Languiru

R$ 5,30

Cooperativa Majestade*

R$ 5,40

Dália Alimentos

R$ 5,30

Alibem - base creche e term.

R$ 4,10

Alibem - base suíno leitão

R$ 5,40

BRF

R$ 5,10

Estrela Alimentos - creche e term.

R$ 4,32

Estrela Alimentos - base leitão

R$ 5,35

JBS

R$ 5,10

Pamplona* base term.

R$ 5,40

Pamplona* base suíno leitão

R$ 5,50
* mais bonificação de carcaça Ver anteriores

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