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CARNES: Colapa reitera benefícios nutricionais da carne vermelha

28 de outubro de 2015
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Porto Alegre, 28 Outubro de 2015 – O Conselho Latino-Americano de Proteína
Animal (COLAPA) garante que o consumo de carne vermelha e de carne processada,
como parte de uma dieta equilibrada e de um estilo de vida saudável, traz
benefícios importantes para a nutrição humana e para o desenvolvimento
social. Tais produtos contêm proteína de alta qualidade, vitaminas, minerais e
ácidos graxos, todos benéficos para a saúde.

O COLAPA, que promove o consumo de proteína animal na região e está
presente em Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador e México, entende
serem incompletas e fora de contexto as declarações relativas à
classificação da carne de salsicha como cancerígenas e da carne vermelha como
provavelmente cancerígenas.

As informações publicadas em alguns meios de comunicação sobre o
relatório da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC, em sua
sigla em Inglês) da Organização Mundial de Saúde (OMS) não considera o
estudo ou orientações da própria Agência, já que o consumo de carne, como
de toda proteína animal, em quantidades adequadas, sem excesso, é benéfico
para a saúde.

Na declaração que foi tornado público o relatório, o Dr. Kurt Straif,
Chefe do Programa de Monografias IARC, diz que “para um indivíduo, o risco de
desenvolver câncer colorretal para o seu consumo de carne processada ainda é
pequeno, mas esse risco aumenta com a quantidade de carne consumida”.[1]

Dr. Christopher Wild, diretor da IARC, disse qual deve ser o significado
do estudo, que não é estabelecer uma relação causal direta entre o consumo
de carne vermelha e o surgimento de câncer. “Ao mesmo tempo, a carne vermelha
tem valor nutricional. Portanto, estes resultados são importantes para permitir
que governos e agências reguladoras internacionais realizem avaliações de
risco, a fim de equilibrar os riscos e os benefícios do consumo de carne
vermelha e de carne processada, e para fornecer as melhores recomendações
dietéticas possíveis”, afirmou o diretor da IARC.[2]

As próprias orientações da a IARC afirmam que esta classificação
indica se um agente é capaz de provocar câncer, o que tecnicamente é
considerada a possibilidade de, mas não mede a probabilidade de que o câncer
ocorra como o resultado da exposição a um agente.[3]

A luz solar é um exemplo de agente com capacidade de causar câncer e,
portanto, é classificada como cancerígena na classificação do Grupo 1, como
salsichas. Exposição excessiva ao sol pode ser prejudicial. Já a exposição
solar adequada é essencial para a saúde humana, por exemplo, para a produção
de vitamina D.[4]

Quanto à carne vermelha, o mesmo relatório assinala que “o Grupo de
Trabalho concluiu que não há evidência limitada para a carcinogenicidade do
consumo de carne vermelha em seres humanos.”[5]

Mesmo para a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e
Agricultura (FAO, em sua sigla em Inglês) as carnes vermelhas fornecem
proteína de alto valor biológico e rica em nutrientes. [6] Além disso, elas
provêem todos os aminoácidos essenciais às necessidades humanas e contribuem
para o bem-estar dos músculos e ossos.

A proteína animal na carne também é necessária para o crescimento e
para a reparação de tecidos e órgãos e a ajuda o transporte de oxigênio e
nutrientes para a corrente sanguínea.

É também necessária para o bom funcionamento do sistema imunológico,
pois contém uma variedade de nutrientes altamente biodisponíveis como ferro,
zinco e vitamina B, todos necessários para manter a boa saúde. Ela também tem
vários antioxidantes incluindo a carnosina, o que contribui para reduzir os
danos celulares.

O câncer é uma doença complexa. Portanto, as reivindicações em
certos meios de comunicação sobre a possibilidade de que um alimento é a
única causa ou a causa direta para a geração de uma doença como o câncer
são incompletas e não colocam em contexto o estudo publicado pela IARC.

O COLAPA reconhece o valor dos estudos e relatórios de organizações
internacionais como o IARC, assim como a importância de seguir baseando em
fatos científicos suas investigações para garantir uma alimentação adequada
da população mundial.

Por essa razão, consideramos que é importante publicar relatórios
como o citado, sempre sob contexto apropriado e informações científicas
complementares, que permitam ter uma visão objetiva sobre os resultados. Assim
haverá o real benefício e o correto entendimento de governos, líderes de
opinião, consumidores finais e da saúde pública em geral. As informações
partem da assessoria de imprensa do Colapa.

Revisão: Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras

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