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SOJA: Produção em MT é marcada pela diversificação de culturas

19 de fevereiro de 2016
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Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2016 – Sustentabilidade e rentabilidade
são palavras-chave quando o assunto é diversificação de culturas no
agronegócio. O tema é uma realidade que tem se tornado cada vez mais comum
entre os produtores de Mato Grosso e traz o impacto positivo quando o assunto é
controle de pragas e doenças.

Um exemplo de como a diversificação já faz parte das propriedades de
soja no estado é a fazenda Santa Rosa, localizada em Campo Verde. Seu
proprietário, Alexandre Schenkel, administra uma área de 720 hectares para o
plantio – dos quais a soja ocupa 420 a 470 hectares. Com as outras culturas, a
Santa Rosa consegue fechar o ano com 1.440 ha cultivados.

“Plantamos de 150 a 200 hectares de feijão na primeira safra, e 420
a 470 hectares de soja. Na safrinha, cultivamos 400 a 500 hectares de algodão,
uns 50 hectares de feijão safrinha e uns 170 a 220 hectares de milho”,
contabiliza Schenkel, que abriu sua propriedade nesta semana para jornalistas em
Dia de Campo promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato
Grosso (Aprosoja), da qual é Diretor Administrativo.

De acordo com ele, a diversificação de culturas foi o caminho natural
das propriedades de soja em Mato Grosso. “Em 2004, tínhamos um cenário com
preços da soja lá embaixo e um milho que ainda não tinha mercado. Diante
desse cenário, a monocultura começou a se mostrar inviável. O que a gente
procurou fazer? Diversificar. Começamos com 15% da área, depois 20%, e, hoje,
praticamente 30% da área tem a diversificação. Na safrinha, ao invés de
plantar 100% do milho, por exemplo, fazemos plantio de algodão”, comenta
Schenkel.

Vice-presidente da Aprosoja e agricultor em Sorriso, Elso Pozzobon é
outro defensor da diversificação. E ele cita pelo menos dois grandes motivos
para isso. Um é econômico. “Dessa forma, o produtor não fica dependente,
financeiramente, de só uma cultura. Com culturas diversificadas, ele pode ter
um preço melhor, o que dá mais segurança financeira”.

O outro aspecto identificado por Pozzobon é de ordem agronômica.
“Plantar sempre uma cultura sucessiva pode desenvolver pragas e doenças de
forma mais intensa. A diversificação favorece o equilíbrio sanitário”,
explica.

Este “equilíbrio” já é realidade em Mato Grosso. Dados colhidos
durante o Circuito Tecnológico – Etapa Soja, em outubro de 2015, mostram que
sete culturas antecessoras à soja representam 43% do total plantado nas
propriedades rurais das quatro regiões de Mato Grosso. São elas: milheto
(17%), braquiária (7%), algodão (6%), crotalária (5%), feijão (2%), sorgo
(2%), girassol (1%), sudão (1%) e outros (1%). Além delas, 57% plantam milho.

Produtividade

Uma das consequências mais favoráveis da diversificação de culturas
é o aumento da produtividade de todas as culturas envolvidas. O pesquisador da
Fundação MT, Claudinei Kappes, explica que com a rotação de culturas é
possível melhorar as características físicas, químicas e biológicas do
solo, além de permitir uma quebra do ciclo de vida de insetos-praga, patógenos
e plantas daninhas.

“Além disso, conseguimos manter e até mesmo incrementar o teor de
matéria orgânica do solo, maximizando a utilização de implementos agrícolas
na propriedade, o que acarreta considerável aumento de produtividade”,
observa Kappes.

O pesquisador afirma que a rotação com leguminosas e gramíneas, por
exemplo, é uma “receita de sucesso” para o solo. “Quando semeada após
milho, milheto ou braquiária, por exemplo, a soja pode ter sua produtividade
incrementada principalmente em função da reciclagem de nutrientes, por se
tratar de uma cultura com sistema radicular pouco profundo. Sistemas de
produção que contam com a rotação de culturas são ambientes com maior
quantidade de palha e que contribuem para o aumento da matéria orgânica, ao
longo do tempo. E a matéria orgânica do solo é a chave do sucesso para um bom
índice de aproveitamento de nutrientes”, destaca o pesquisador. As
informações partem da assessoria de imprensa da Aprosoja.

Revisão: Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras

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