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AGRICULTURA: Tecnologia em monitoramento do solo reduz uso de fertilizantes

14 de janeiro de 2016
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Porto Alegre, 14 de janeiro de 2016 – A tecnologia, aliada ao trabalho e
conhecimento técnico dos estudantes e mestres da Universidade de São Carlos,
resultaram no desenvolvimento de um aplicativo que permite reduzir,
drasticamente, a quantidade de água usada para irrigar o solo.

Além de evitar o desperdício do recurso natural, o aplicativo também
colabora para a diminuição de gastos com a energia e fertilizantes. “Essa
solução, que pode ser aplicada em empresas de todos os portes e principalmente
em produções agrícolas recebe o nome de Sistema Sencer”, afirma o CEO
Valdir Pavan.

A pesquisa realizada pela equipe multidisciplinar da empresa apontou que a
maioria dos produtores irriga, em média, 30% a mais que o necessário. “A
aplicação excessiva de água é destrutiva, porque ocorre saturação do solo,
o que impede a aeração e lixivia de nutrientes, além de induzir a
evaporação e salinização e, posteriormente, eleva o lençol freático para
um nível que somente pode ser drenado a um alto custo”, explica.

O objetivo é gerar conhecimento para o agricultor. “Se ele tiver
ferramentas para monitorar sua fazenda e melhorar o manejo da irrigação, como
consequência haverá economia de água e energia na irrigação, além de
aumento de produtividade e melhoria na qualidade do cultivo”, destaca Valdir.

Por ser sustentável, e de fácil manuseio o sistema pode ser utilizado em
inúmeras safras ou permanentemente. Mede em até três níveis de profundidade,
e é totalmente desenvolvido no Brasil.

O hardware do sistema consiste em uma haste integrada com sensores (sonda),
que permite medir simultaneamente a temperatura e a umidade do solo em até
três níveis de profundidade; um módulo de transmissão de dados wireless e um
módulo concentrador de dados (central de recepção). O software do sistema
trata os dados coletados do solo e os agrega a outras informações como
previsão do tempo, índices pluviométricos, temperatura e umidade relativa do
ar para municiar o irrigante com informações sobre as características do
solo. “Todos esses parâmetros são fundamentais para que o produtor possa
decidir a quantidade de água a ser colocada na irrigação”, afirma Valdir.

A informação coletada é enviada para uma central. ” Dos pontos de
leitura (módulo de transmissão) até as centrais (módulo de recepção) os
dados são enviados via rádio frequência e o alcance pode ser até 6 km”,
explica o diretor. O módulo de recepção está ligado ao roteador no
escritório e enviará os dados recebidos para internet. Caso tenham problemas
de conexão, os dados são gravados na central e enviados posteriormente após
restabelecer a conexão.

Outra facilidade do sistema, que resulta em mais facilidade para o
usuário, é que todos os dados podem ser visualizados em dispositivos como
celulares e tablets, ou outros dispositivos que possuem acesso à internet.

Valdir reforça que o produto não pode ser comparado a uma estação
meteorológica, porque são para aplicações distintas. “O Sistema Sencer é
focado em medir parâmetros do solo e um deles é a umidade, a qual será
utilizada para indicar a quantidade de água no solo e auxiliar o produtor na
irrigação. Já as estações meteorológicas são utilizadas para medir
parâmetros meteorológicos (pressão atmosférica, temperatura e umidade
relativa do ar, precipitação, radiação solar, direção e velocidade do
vento, etc), mas não medem características do solo. Porém, o nosso produto
pode ser utilizado junto a estações meteorológicas em fazendas para o
produtor ter conhecimento do que acontece no solo e no ar.

O fim da captação irregular de água

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura
(FAO) aponta que cerca de 70% de todo o recurso hídrico consumido no mundo é
utilizado na irrigação de lavoura. Em tempos de seca e diminuição dos
níveis dos rios e mananciais, trata-se de um índice elevado para atender a
demanda de água destinada à produção agrícola.

Para agravar ainda mais a situação, o país, em especial algumas cidades
e estados, passam por um período de seca e também diminuição nos níveis de
rios – trazendo impactos na disponibilidade de água para o produtor.

Com isso, O estado passa a limitar o uso do recurso, fazendo com que
ocorram captações irregulares de água. “O produtor, para garantir a
qualidade da sua produção e, principalmente, uma continuidade do seu negócio,
deve apostar na tecnologia como grande aliada frente a estes desafios. Além
de gerar economia em diversos sentidos, e ajudar a preservar os recursos
naturais para as gerações futuras, o investimento na solução é
infinitamente menor do que receber uma multa”, conclui o CEO.

Sobre a Sencer

A Sencer é uma empresa voltada ao agronegócio com foco em monitoramento
da umidade do solo para agricultura de precisão. O diferencial é a capacidade
de pesquisar e desenvolver nossos sensores baseados em nanotecnologia. A Sencer
conta com laboratório de pesquisa dentro da empresa, com uma equipe composta
por Doutores e Mestres capacitados para desenvolver, com o menor custo,
tecnologias melhores que as importadas existentes no mercado. E foi com o
desenvolvimento de um sensor de umidade nanoestruturado que a Sencer viabilizou,
para o mercado agrícola, uma solução de monitoramento de umidade do solo
economicamente viável para os produtores. As informações partem da assessoria
de imprensa da Sencer.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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