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AGRONEGÓCIO: Brasil fecha 2015 superavitário no comércio com os árabes

13 de janeiro de 2016
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Porto Alegre, 13 de janeiro de 2016 – O comércio bilateral entre o
Brasil e os 22 países da Liga Árabe encerrou 2015 superavitário para o lado
brasileiro. A diferença entre as exportações e importações teve um saldo
positivo para o Brasil de US$ 4,99 bilhões, alta de 153% na comparação com
2014. O total exportado pelo País em volume também cresceu 10,15% na mesma
comparação, para 44,18 milhões de toneladas. Já o faturamento recuou 9,55%,
para US$12,12 bilhões, ou seja, apesar de vender mais, as receitas ficaram
abaixo do ano anterior.

Na avaliação da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB),
responsável pela compilação dos dados que tem como base as estatísticas do
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o
resultado de 2015 foi fortemente influenciado pela redução de preço das
commodities no mercado internacional. Esses produtos, que perfazem 70% da pauta
brasileira de exportações, tiveram depreciação média de 40% ao longo do
ano, o que impactou as receitas.

“O preço baixo das commodities estimulou os árabes a formar estoques,
principalmente de alimentos e minérios”, analisa o secretário-geral da
entidade, Michel Alaby. “O superávit foi obtido com a mesma situação. 90%
do que importamos dos árabes é petróleo e derivados, como plásticos e
fertilizantes. Esses produtos também tiveram redução de preços
internacionalmente. Assim reduzimos o valor das nossas compras e alcançamos um
resultado mais favorável do ponto de vista da balança comercial”.

Em resumo, em 2015, o exportador brasileiro teve de esforçar-se mais
para superar os resultados do ano anterior. Em alguns segmentos foram
bem-sucedidos, caso, por exemplo, dos grãos. Em volume, os embarques do produto
aumentaram 32,61%, para 5,2 milhões de toneladas. Em valor, a alta foi menor,
de 18,90%, para US$ 919,4 milhões, mas ainda sim positiva. Nas carnes ocorreu o
mesmo. Os embarques aumentaram 13,13% em volume (1,97 milhão de toneladas) e o
faturamento cresceu 1,97%, com receitas fechando em US$ 3,8 bilhões.

Mas nem todos os segmentos conseguiram superar as receitas de 2014. O
embarque de minérios em volume, por exemplo, aumentou 5,71%, num total 23,42
milhões de toneladas. As receitas caíram 40,12%, para US$ 1,1 bilhão. Em
contrapartida, os árabes passaram a ver no Brasil um fornecedor importante de
derivados minerais. Os embarques de ferro fundido, por exemplo, aumentaram 347%
em volume (490 mil toneladas) e as receitas nada menos que 143,7% (US$ 162
milhões) e hoje o insumo é 12 item mais importante da pauta.

O diretor da Câmara Árabe destaca ainda que 2015 foi um ano de
vitórias, principalmente no segmento de carnes. Em maio, o Iraque efetivou com
o Brasil um acordo fitossanitário que permitiu alavancar as vendas de frango e
gado em pé para o país, que hoje é o 10 destino das exportações
brasileiras no mundo árabe.

Em novembro, a Arábia Saudita pôs fim ao embargo imposto à carne
bovina brasileira em 2012. A Câmara Árabe foi um dos principais artífices
dessa importante liberação. A iniciativa abriu um mercado potencial de 50 mil
toneladas ou US$ 170 milhões para o Brasil, que deve crescer ainda mais já que
Bahrein, Catar e Kuwait podem seguir a decisão saudita. Se isso ocorrer, o
Brasil pode exportar outros US$ 50 milhões em carne bovina para esses países.

Alaby acredita também que 2016 será um ano de recomposição. Para
ele, o Brasil tem diante de si um cenário favorável às exportações. “Com
o mercado interno em recessão e o dólar com perspectiva de valorização, o
caminho natural são as vendas externas”, diz. Alaby acredita que os maiores
potenciais estão nos mercados de carnes, máquinas agrícolas, cosméticos,
calçados e outros segmentos de valor agregado. “Estamos vivendo uma
condição especial para exportar produtos manufaturados e esse é o caminho,
já que as commodities não mostram tendência de recuperação de preços, por
enquanto”.

Cotação semanal

Dados referentes a semana 27/03/2026

Suíno Independente kg vivo

R$ 6,88

Farelo de soja à vista tonelada

R$ 1.815,00

Casquinha de soja à vista tonelada

R$ 1.000,00

Milho Saca

R$ 63,83
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Preço base - Integração

Atualizado em: 26/03/2026 09:20

AURORA* - base suíno gordo

R$ 6,35

AURORA* - base suíno leitão

R$ 6,45

Cooperativa Majestade*

R$ 6,35

Dália Alimentos* - base suíno gordo

R$ 6,65

Dália Alimentos* - base leitão

R$ 6,65

Alibem - base creche e term.

R$ 5,55

Alibem - base suíno leitão

R$ 6,50

BRF

R$ 7,30

Estrela Alimentos - creche e term.

R$ 6,05

Estrela Alimentos - base leitão

R$ 6,40

Pamplona* base term.

R$ 6,35

Pamplona* base suíno leitão

R$ 6,45
* mais bonificação de carcaça Ver anteriores

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