Porto Alegre, 17 de dezembro de 2015 – A atividade rural brasileira colheu
bons resultados nos últimos 10 anos. De 2006 a 2015, o valor bruto da
produção (VBP) da agropecuária cresceu 73%, saltando de R$ 284 bilhões para
R$ 492 bilhões, segundo a Coordenação-Geral de Estudos e Análises da
Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (Mapa). Nesse período, o Produto Interno Bruto (PIB)
do setor teve aumento anual de 3,7%, acima do PIB da economia, que cresceu 3,3%
ao ano. Entre os cinco estados que tiveram maior variação positiva do VBP,
dois são do território do Matopiba: Tocantins e Piauí.
Dos R$ 208 bilhões de crescimento do VBP, nesses 10 anos, R$ 128 bilhões
se referem às lavouras, ou 64% do total. Em 2006, elas somavam R$ 186 bilhões
e passaram para R$ 314 bilhões em 2015. Já a pecuária contribuiu com R$ 79
bilhões, o equivalente a 36%. Em 2006, o VBP do setor era de R$ 98 bilhões e
chegou R$ 177 bilhões em 2015, conforme os dados apurados pela
Coordenação-Geral de Estudos e Análises da SPA.
Numa lista de 24 atividades, 17 apresentaram variação elevada do VBP
entre 2006 e 2015. Nesse grupo, o menor aumento do VBP foi o da banana, de 34%,
e o maior, o do tomate, de 147%. Tomate, algodão herbáceo, soja, uva e ovos
foram os produtos que mais se destacaram. “Isso se deve ao desempenho da
produção e à elevação de preços reais desses produtos”, assinala o
coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Gasques.
Nesse mesmo grupo de 24 itens, arroz, fumo e café tiveram pequena
elevação do VBP nos últimos 10 anos. Outros três – mandioca, feijão, cacau,
mamona e laranja – apresentaram queda no valor bruto da produção. “As
comparações foram feitas entre os três anos iniciais da década (2006-2008) e
os três últimos (2013-2015), o que evita pontos isolados que alterem a
interpretação dos resultados”, esclarece Gasques.
Estados e regiões
Ainda de acordo com a Coordenação-Geral de Estudos e Análises da SPA,
também houve mudanças expressivas na participação das regiões na formação
do VBP da agropecuária nesses 10 anos. O Centro-Oeste teve incremento de 21,5%
para 27%, o Sul passou de 29,3% para 29,4% e o Norte de 5,3% para 5,4%.
Enquanto isso, a contribuição do Sudeste caiu de 31% para 26%, e a do
Nordeste, de 11,9% para 9%.
Na classificação do VBP por unidades da Federação, entre 2006 e 2015,
destacam-se estados do Norte, Centro-Oeste e Nordeste, além do Distrito
Federal. Os cinco primeiros colocados são Amapá, DF, Mato Grosso, Tocantins e
Piauí. “No caso do Amapá e do Distrito Federal, a base pequena é um dos
motivos do elevado aumento do valor bruto da produção”, observa Gasques.
Ressalta-se, também, o fato de Tocantins e do Piauí estarem entre os
primeiros colocados do ranking do VBP. “Esses dois estados integram, com o
Maranhão e a Bahia, o território do Matopiba, que é uma região de grande
potencial da expansão agropecuário”, enfatiza Gasques. Para ele, também é
importante observar que nenhuma unidade da Federação apresentou redução do
VBP nesses 10 anos. Com informações da assessoria de imprensa do MAPA.
Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
Copyright 2015 – Grupo CMA
Cotação semanal
Dados referentes a semana 27/03/2026
Suíno Independente kg vivo
R$ 6,88Farelo de soja à vista tonelada
R$ 1.815,00Casquinha de soja à vista tonelada
R$ 1.000,00Milho Saca
R$ 63,83Preço base - Integração
Atualizado em: 26/03/2026 09:20