Porto Alegre, 30 de novembro de 2021 – A Associação Brasileira das
Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), a Associação dos Produtores de
Biocombustíveis do Brasil (APROBIO) e a União Brasileira do Biodiesel e
Bioquerosene (UBRABIO) alertam que a decisão de manter a mistura mínima de
biodiesel em 10% (B10) para todo o ano de 2022, tomada em reunião nesta
segunda-feira (29/11), o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deu
um golpe mortal na previsibilidade, despreza investimentos realizados e afasta
aportes futuros no setor de biodiesel, com impacto direto na eliminação de
empregos e de PIB verdes.
A medida também manteve o país distante do definido pela Política
Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), cujo objetivo é promover a expansão
dos biocombustíveis na matriz energética, reduzir a intensidade de carbono e
assegurar previsibilidade para o mercado de combustíveis.
A decisão valerá para o período em que será inaugurado um novo modelo
de comercialização, que ainda não apresentou soluções para questões
tributárias que podem aumentar os custos para o consumidor final.
Ao adotar o teor de mistura de 10%, o governo penaliza o setor, gera
desemprego em toda a cadeia de agronegócio, promove desinvestimento, aumenta a
poluição, a inflação, prejudica a economia e afasta o país dos compromissos
de descarbonização sinalizados durante a Conferência das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26), quando anunciou que o Brasil vai
ampliar sua meta de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs), de
43% para 50%, até 2030. As informações são da assessoria de imprensa.
Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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