Porto Alegre, 8 de dezembro de 2015 – O cenário político turbulento,
agravado pelo envio de carta do vice Michel Temer com queixas à presidente
Dilma Rousseff, favorece a desvalorização do real, que reflete um ambiente de
maior aversão ao risco. Por outro lado, porém, ajuda na retração das taxas
de Depósito Interfinanceiro (DI) no longo prazo.
Na carta, enviada a Dilma ontem, Temer diz ter sido menosprezado e que foi
um vice “decorativo” nos primeiros quatro anos de mandato da presidente. As
declarações atribuem gravidade ao conflito estabelecido no Planalto e o
investidor entende que, caso haja de fato um impeachment, a situação
econômica poderá melhorar no médio prazo.
“A curva longa dos juros reage refletindo a ideia de que o impeachment
seria uma saída positiva. Uma expectativa de reversão de confiança no
cenário mais longo. A carta do Temer é mais um ingrediente nessa batalha
política e o PMDB está bastante dividido”, avalia Ignácio Crespo, economista
da Guide Investimentos.
Na visão de Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de
Câmbio, a carta mostra uma perda da governabilidade. “Nesse momento, eu estou
achando que virou uma guerra. A carta acabou soando como uma traição de
Temer,que está dentro do governo. Ele parece estar abandonando o navio antes
que ele afunde de vez. E isso deve estar incomodando o mercado”, diz Galhardo.
As informações partem da agência CMA.
Revisão: Tarcila Mendes (tarcila.freitas@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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