Porto Alegre, 8 de dezembro de 2015 – O dólar opera instável diante da
divulgação da carta do vice-presidente Michel Temer à presidente Dilma
Rousseff desabafando sobre suas insatisfações com o governo e acusando-a de
não confiar nele e no PMDB. No exterior, o saldo da balança comercial da China
em novembro desapontou o mercado, fazendo a divisa se valorizar ante as moedas
emergentes.
“No primeiro momento, o movimento do dólar deve ser semelhante quando o
Eduardo Cunha [presidente da Câmara] acatou o processo de abertura de
impeachment contra Dilma. A carta coloca Temer em situação decidida de
rompimento do PMDB com o governo, fator que poderá acelerar o processo de
impeachment”, disse o economista-chefe da Home Broker Modalmais, Álvaro
Bandeira.
Segundo o profissional, parte dos investidores acredita que o processo de
impeachment poderá melhorar o quadro de governabilidade no País, por isso, o
dólar opera em alta de 0,02%, cotado a R$ 3,7610 para venda. A moeda
norte-americana já oscilou entre a mínima de R$ 3,7470 e a máxima de R$
3,7710.
O operador de câmbio da Correparti, Guilherme França Esquelbek, destacou
que no exterior as moedas emergentes caem ante o dólar após o resultado da
balança chinesa. A balança comercial teve superávit de US$ 54,103 bilhões em
novembro, resultado 12,2% menor que o saldo positivo de US$ 61,640 bilhões
observado um mês antes. As importações caíram 8,7% e as exportações
recuaram 6,8% no mês passado. As informações partem da agência CMA.
Revisão: Tarcila Mendes (tarcila.freitas@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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