Porto Alegre, 22 de dezembro de 2015 – A redução da aversão ao risco no
exterior ajudada pela expectativa de estímulos na China, que poderá fazer um
afrouxamento monetário em 2016, colaborou para que o dólar comercial chegasse
a cair 1,19%, na mínima do dia, neste início de negociações. No momento, a
moeda norte-americana tem queda de 0,91%, a R$ 3,9860 para venda.
Segundo o economista da Guide Investimentos, Ignácio Crespo, hoje o
cenário externo está mais favorável ao risco, tanto que as bolsas europeias
estão operando em alta. “O fato do dólar ter registrado duas altas fortes
colabora para uma queda mais técnica, apesar do cenário ainda ser de pressão
positiva tanto no câmbio quanto nos juros futuros, devido às incertezas
políticas”.
O superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, acredita
que em um segundo momento, o dólar poderá registrar oscilação devido à
terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre dos
Estados Unidos, que será informado às 11h30, e, sobretudo, às declarações
que o ministro da Fazenda poderá dar em teleconferência com a imprensa
internacional, durante a tarde.
Crespo ressaltou que os investidores estão receosos em relação à
velocidade das medidas de ajuste fiscal que serão conduzidas pelo novo ministro
da Fazenda, Nelson Barbosa, que substituiu Joaquim Levy, que deixou o cargo na
última sexta-feira. “Levy é conhecido por buscar resultados mais rápidos,
enquanto Barbosa é mais gradualista. Esse é um fator que pode postergar a
percepção de que o risco está menor”. As informações partem da Agência
CMA.
Revisão: Tarcila Mendes (tarcila.freitas@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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