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CARNE SUINA:Fórum de baixa emissão de carbono movimenta cadeia em MG – ABCS

16 de dezembro de 2015
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Porto Alegre, 16 de dezembro de 2015 – Belo Horizonte recebeu nesta
segunda-feira (14) o segundo Fórum sobre Suinocultura de Baixa Emissão de
Carbono realizado pelo realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa), com o apoio da Associação Brasileira dos Criadores de
Suínos (ABCS). O evento reuniu mais de 60 participantes na sede da Associação
dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg).

O Fórum, que faz parte do Projeto Suinocultura de Baixa Emissão de
Carbono e atende o Protocolo de Intenções celebrado entre o setor suinícola e
o Mapa, tem o objetivo de levar informações e inovações tecnológicas de
custo acessível a produtores de suínos, gerentes de granja e chefes de setor,
técnicos, acadêmicos e agentes financiadores que desejam aprofundar seu
conhecimento e ampliar a discussão em torno do tratamento de dejetos na
suinocultura.

De acordo com o fiscal federal do Ministério da Agricultura, Sidney
Medeiros, o estado de Minas Gerais possui um polo de produção de suínos
consolidado, onde há grande potencial de adoção das tecnologias de baixa
emissão de carbono. “Queremos passar para os produtores mineiros a ideia de
que o aproveitamento dos dejetos na suinocultura é um novo negócio dentro da
propriedade. Dessa forma, mostramos como fazer esse aproveitamento, quais a
tecnologias estão disponíveis e a viabilidade econômica dessas ações”,
disse.

O consultor Fabiano Coser, que ministrou a palestra “Geração de Renda a
Partir dos Dejetos da Suinocultura: Biofertilizante, Biogás e Energia
Elétrica”, destacou o interesse dos suinocultores mineiros no assunto. “A
suinocultura mineira é bastante dinâmica. Primeiro porque os produtores têm
consciência de que a solução dos problemas está na mão deles e segundo
porque vêm uma oportunidade na produção de fertilizantes e geração de
energia elétrica. Hoje, Minas Gerais é um dos estados em que há o maior
número de granjas de suínos investindo nessas novas tecnologias de
aproveitamento dos resíduos da produção”.

Na visão do presidente da Asemg, Antônio Ferraz, o evento demonstrou a
preocupação que o Ministério e demais entidades ligadas ao setor têm em
relação ao tema. “O Fórum foi bastante prestigiado pelos suinocultores de
Minas Gerais e acredito que a iniciativa vai ajudar a conscientizar ainda mais
nossa cadeia quanto à necessidade de aproveitar os dejetos da suinocultura,
contribuindo com o meio ambiente e trazendo novas formas de ganho na
produção”, enfatizou.

Para Rodrigo da Silva, veterinário com especialidade em genética suína,
o Fórum permite a difusão de conhecimento para aqueles que não têm fácil
acesso às novas tecnologias. “Os estudos e técnicas apresentadas nesse evento
representam um ganho econômico muito grande para os produtores. Com a adoção
dessas novas tecnologias, a suinocultura mineira só tende a se fortalecer
ainda mais”, avaliou.

Já o produtor José Arnaldo Penna, acredita que o evento surgiu em um
momento oportuno e despertou a necessidade de profissionalização da atividade.
“É uma ação que surtirá efeito positivo em nossa cadeia, pois despertou
nos produtores a importância de transformar o que antes era um problema, como
é o caso dos dejetos animais, em oportunidades, trazendo redução de custos e
a utilização de novos recursos para uma suinocultura mais limpa e eficiente”.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, conta que a partir de 2016 novos Fóruns
serão realizados, visando atender produtores de outras regiões do país. “A
ideia é trabalhar e difundir conhecimentos acerca dos temas de bem-estar
animal, tratamento de dejetos, reaproveitamento de água e cogeração de
energia elétrica”, conclui.

O Fórum sobre Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono é gratuito e
também conta com o apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a
Agricultura (IICA) e da Embrapa Suínos e Aves. Com informações da assessoria
de imprensa da ABCS.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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