Porto Alegre, 23 de maio de 2017 – O ministro da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, Blairo Maggi, encerrou na segunda-feira (22), sua agenda no
Oriente Médio, depois de reunir-se no Catar, com autoridades de governo, como o
ministro da Economia, sheikh Ahmed bin Jassim Al Than. Do ministro do Catar,
Maggi ouviu elogios à produtividade agrícola do Brasil e a tecnologias
desenvolvidas pela Embrapa, que permitiram o país se destacar na produção
mundial de alimentos.
Blairo Maggi detalhou medidas adotadas depois da Operação Carne Fraca e
esclareceu pessoalmente sobre os cuidados sanitários e a regras internacionais
seguidas por frigoríficos brasileiros. Mesmo sem problemas com a sanidade dos
produtos, o Ministério da Agricultura deixou de emitir certificados de
exportação a plantas que estavam sendo auditadas ou investigadas, observou
Maggi.
O ministro destacou a safra recorde de grãos que deverá ser colhida neste
ano, de 230 milhões de toneladas, prevista pela Conab. “E, isso, sendo que o
Brasil é um dos que menos subsidiam a produção”.
O ministro das Municipalidades e Meio Ambiente, Mohamed bin Abdullah
Al-Rumahi, disse que deverá ser enviada uma missão de governo ao Brasil, em
setembro. “Nossa relação com o Brasil é de alto nível. No Catar existe um
carinho muito grande pelo Brasil”, afirmou. O presidente da Embrapa, Maurício
Lopes, que integra a comitiva, destacou que a empresa vinculada ao Mapa tem
contribuído para as práticas sustentáveis em uso na agricultura do país.
Acompanhado também pelo secretário de Relações Internacionais do
Agronegócio, Odilson Silva, Blairo Maggi, reuniu-se, também, com o sheikh
Abdul Aziz Bin Ali Al-Thani, diretor de Planejamenro de Negócios da Qatar
Investment Authority, que disse considerar o Brasil um parceiro estratégico e
informou o interesse em realizar investimentos diretos no país.
Houve ainda audiência com Mohammed Bin Hamad Bin J. Al-Thani, diretor de
Saúde Pública do Public Health Department , que elogiou a velocidade das
respostas dadas pelo Mapa a pedidos de informações feitos pelo departamento e
comentou ser importante que a comunicação continue aberta.
A missão de governo e empresarial incluiu o Kuwait, Emirados Árabes
Unidos e Arábia Saudita, que passará a contar com um adido agrícola, em
breve, segundo Maggi., e Emirados Árabes Unidos.
Rebanho no deserto
Na Arábia Saudita, foi visitado um dos maiores empreendimentos para
produção de leite e derivados lácteos do mundo. A Almarai, em seis diferentes
localidades em pleno deserto saudita, mantém um rebanho de 185 mil animais.
“São 125 mil vacas, 95 mil em lactação, com média diária de 42 litros por
cabeça em quatro ordenhas. Esta megaoperação gera cerca de 4 milhões de
litros de leite diários”, contou o presidente da Embrapa.
A visita foi feita a Al Kharj, a 80 quilômetros ao sul da capital, Riad,
com 20 mil vacas que produzem 840 mil litros diários. “O segredo para uma
produção de leite bem-sucedida em um dos ambientes mais áridos do mundo é
tecnologia. Em temperaturas desérticas normais, que podem chegar a 50 graus
Celsius, os animais da raça Holstein são mantidos em ambientes com
temperaturas entre 23 e 27 graus por meio de sistema automatizado com
equipamentos que produzem nuvens de umidade, mantendo conforto térmico em
galpões abertos que alojam os rebanhos”, disse Maurício Lopes.
Uma fábrica realiza o processo de pasteurização dos produtos lácteos,
engarrafamento e acondicionamento ou sua transformação em produtos
comercializados em 55 mil lojas de seis nações do Golfo. “O rendimento da
Almarai exige investimento em função da redução das já deprimidas reservas
de água do país. Estima-se que quatro quintos dos aquíferos da Arábia
Saudita estão esgotados. Com praticamente nenhuma precipitação para
reabastecê-los, o governo pretende eliminar completamente a produção de
alimentos para os rebanhos (em grande parte já importados), o que pressionará
a Arábia Saudita a importar todo o grão e forragens e, talvez a água,
necessários para manter esta megaoperação no futuro”, destacou.
Comunicados
No domingo, ainda nos Emirados Arábes, Blairo Maggi, participou de
encontro de empresários brasileiros com apoio da Câmara de Comércio
Árabe-Brasil. E divulgou três decisões importantes para exportadores
brasileiros. “Fui comunicado pelo embaixador José Humberto Brito Cruz, do
Marrocos, que foi reaberto o mercado de carne bovina do Brasil. O Egito
comunicou a empresas brasileiras que vai comprar 20 mil toneladas de carne
bovina por mês, reabrindo o mercado. E a Arábia Saudita vai reabrir o mercado
no país para boi em pé”. As informações partem da assessoria de imprensa
do Mapa.
Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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