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CARNES: Indústrias de reciclagem animal consolidam mercado – ABRA

14 de dezembro de 2015
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Porto Alegre, 14 de dezembro de 2015 – A indústria brasileira de
reciclagem animal produziu 5,3 milhões de toneladas de farinhas e gorduras
animais em 2014. Para tanto, foram processadas aproximadamente 12,4 milhões de
toneladas de coprodutos animais, como penas, vísceras, sangue e ossos de
bovinos, suínos, aves e peixes.

Além de servir de ingredientes para fábricas de diversos segmentos
nacionais e internacionais os produtos do setor ganham cada vez mais o mercado
externo. As exportações dobraram entre 2010 e 2014. Esses dados estão
presentes no II Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal
lançado na última quinta-feira (10), em Brasília-DF, pela Associação
Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA).

O principal destino das farinhas e gorduras de origem animal produzidas no
Brasil é a fabricação de rações para animais, como suínos, aves e peixes,
responsável por 59,5% de todo o mercado consumidor. Na sequência aparecem:
biodiesel, pet food, higiene e limpeza, cosméticos, fertilizantes, vernizes,
lubrificantes, entre outros.

As informações apresentadas pela ABRA mostram a importância do setor de
reciclagem animal para toda a cadeia produtiva de carnes no Brasil. A ausência
do processo de reciclagem das partes não comestíveis de animais levaria a uma
perda da sustentabilidade do país.

Para o presidente da entidade, Clênio Antônio Gonçalves, o setor de
reciclagem de resíduos animais obteve importantes vitórias nos últimos anos,
como sua identificação no ciclo econômico do agronegócio e o crescimento da
produção. “É importante frisar a grande contribuição do setor para o
saneamento do meio ambiente, uma vez que transforma os coprodutos de origem
animal, que são poluentes em potencial, em produtos que são reabsorvidos pela
cadeia produtiva. A conscientização do poder público sobre a importância da
reciclagem dos coprodutos de origem animal é de vital importância para a
manutenção da cadeia da carne e é necessária a adoção de políticas
públicas específicas para o setor e seus segmentos”, destacou.

Exportações

Entre 2010 e 2014, o setor de reciclagem animal mais que dobrou o volume
das exportações. O total exportado passou de 46 mil toneladas para 114 mil
toneladas atualmente. O crescimento médio anual foi de 25,4%, o que mostra o
potencial desses produtos, principalmente das farinhas de carne e ossos,
responsáveis por 86% das vendas externas brasileiras. A balança comercial do
setor também foi positiva. O superávit é de quase 66 mil toneladas.

O principal país comprador dos produtos da reciclagem animal brasileira é
o Vietnã, que importou 26,53% de todo o volume exportado. Outros importantes
parceiros comerciais são Bangladesh e Chile.

Economia do setor

O setor de reciclagem animal gera cerca de 40 mil empregos formais no
Brasil. Entre 2010 e 2014, o PIB (Produto Interno Bruto) da Indústria de
Farinhas e Gorduras de Origem Animal evoluiu positivamente, com crescimento
médio anual de 8,1%, e atingiu R$ 7,9 bilhões em 2014.

As indústrias de reciclagem animal geraram R$ 1,59 bilhão em impostos
diretos, número equivalente a 20% do PIB do setor – um aumento de 39% na
arrecadação em relação a 2010. Com informações da assessoria de
comunicação ABRA.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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