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CARNES: Proteínas animais estão presentes em 98,5% dos lares no Brasil

23 de junho de 2021
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Porto Alegre, 23 de junho de 2021 – Uma pesquisa encomendada pela
Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) ao Centro de Assessoria e
Pesquisa de Mercado (CEAP) mostra que 98,5% dos lares consomem algum tipo de
proteína animal. O ovo é o principal destaque, com 96% de presença, seguido
pela carne de frango, com 94%, carne suína, com 80%, carne bovina, com 79% e
peixe, com 65%.

A pesquisa foi realizada entre novembro do ano passado e fevereiro deste
ano, com 2.500 entrevistas em 113 cidades pelo país. Foram mais de 3 mil horas
de entrevistas realizadas por 120 profissionais, focando membros das
residências com poder de decisão de compra no domicílio, de ambos os sexos,
das classes A, B, C, D e E, com idades entre 18 e 65 anos.

De acordo com a pesquisa, 47% dos entrevistados informaram consumir ovos
todos os dias. No caso da carne de frango, 54% consomem até três vezes por
semana. Com a mesma frequência, 34% informaram consumir carne suína.

Questionados sobre a proteína animal mais consumida na residência, o ovo
foi o principal mencionado por 35% dos entrevistados, seguido pela carne de
frango, com 34% e a carne suína, por 4%. Realizada durante o período de
pandemia, a pesquisa apontou que o consumo das carnes ocorre especialmente em
casa.

Sobre frequência de compra, a pesquisa indicou que a compra de ovos ocorre
semanalmente para 24% dos entrevistados, e quinzenalmente para 21%. No caso de
frango, a compra é quinzenal para 22% e duas a três vezes por semana para 21%.
No caso da carne suína, 24% preferem realizar a compra com frequência mensal.

E estas compras ocorrem, predominantemente, em supermercados e
hipermercados, seja para carne de frango, carne suína e ovos. Em segundo lugar,
o açougue é o principal ponto de compra para aves e suínos. Para os ovos, o
mercado de bairro é a preferência.

No caso da carne de frango, 69% dos entrevistados preferem adquirir o
produto em cortes, seguido por frango inteiro, com 22%; 9% declararam comprar
ambos os produtos. Os resfriados lideram as compras, com 55%, contra 40% de
congelados, e 5% que informam adquirir os produtos nas duas formas.

Em suínos, a preferência por produtos resfriados predomina, conforme 43%
dos entrevistados. Congelados são a preferência de 26%, e 31% adquirem em
outras apresentações. Linguiça, bacon, bisteca, costela, salsicha e pernil
são os produtos suínos mais comprados.

Para ovos, 92% informaram comprar ovos convencionais. Uma parte deles, 36%,
também informaram adquirir ovos caipira. Ovos brancos são os mais adquiridos,
por 57% dos entrevistados, enquanto 15% adquirem o vermelho e 28% informaram
comprar ambos.
Em relação às características dos produtos, 82% consideram a carne de frango
uma proteína saudável e 68% veem a proteína como mais prática de se
preparar que as carnes vermelhas. Para o ovo, também 82% percebem o produto
como uma excelente fonte de proteína, e 74% ressaltam como um dos alimentos
mais completos e de alto valor nutricional. Para suínos, 73% preferem carnes
não temperadas.

Alguns mitos ainda perduram. Entre os entrevistados, 59% ainda acreditam no
famoso “mito dos hormônios” – houve, entretanto, retração neste
índice, que era de 72% em 2012. No caso de suínos, 54% discordam que o produto
tem baixo teor de gordura – o que já foi desmentido por diversas pesquisas.
Em ovos, há a percepção de que o ovo vermelho é mais nutritivo que o branco.

Sobre os efeitos da pandemia, em média 22% dos entrevistados informaram
ter aumentado a compra de ovos, carne de frango e carne suína. O ovo foi o
principal destaque – dentre os que aumentaram as compras, 37% dos
entrevistados aumentaram as compras no período pandêmico. Em frango, este
índice chegou a 32% e de carne suína, 5%. Entre as principais razões
apontadas estão fatores como preço e aumento do número das refeições nos
lares.

Outro efeito foi a compra on-line. As compras de carne de frango, de ovos e
de suínos mais que dobraram com a pandemia – subiram, em média, de 2% para
5% dos entrevistados realizando suas compras pela internet.

“O levantamento apontou insights importantes, como a necessidade de
manter a inovação na apresentação dos produtos e indicativos de que o
e-commerce ganhou força. Ainda não é possível dizer se são efeitos
permanentes ou demandas de um período pandêmico, mas indicam a forte relação
do consumo de produtos com o contexto em que o consumidor está inserido”,
avalia Isis Sardella, gerente de marketing e promoção comercial da ABPA, que
coordenou a pesquisa.

Focando em anseios de consumo, o principal destaque levantado pelos
entrevistados está na embalagem – 39% apresentaram alguma sugestão.
Questões como facilidade de higienização, praticidade e segurança no
transporte e armazenamento, e embalagens biodegradáveis e recicláveis estão
entre as mais apontadas.

“A pesquisa aponta importantes desafios de imagem, como é o caso dos
mitos de consumo. Mas, ao mesmo tempo, indicou grandes conquistas para o nosso
setor, como o reconhecimento por 53% deles de que o Brasil é o maior exportador
de aves do planeta. São avanços importantes e indicativos de que há ainda
muito a avançar’, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA. As
informações partem da assessoria de imprensa da ABPA.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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