Porto Alegre, 4 de dezembro de 2015 – O setor avícola mantém atenção
constante e crescente às normas de sanidade. Os cuidados com a manipulação de
ovos, pintainhos e aves vêm sendo intensificados ao longo de toda a cadeia
produtiva da carne de frango. A obsessão tem dois motivos: o alto grau de
exigência do mercado externo; e a preocupação com o desempenho dos animais
ainda na granja.
“Os ambientes são mais controlados do que em uma Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) hospitalar. O monitoramento é extremo”, destacou o membro da
Expedição Avicultura, Igor Castanho. A equipe de técnicos e jornalistas
visitou produtores e indústrias nas regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná
durante o primeiro roteiro da terceira edição do projeto.
As visitas às granjas, aos matrizeiros e aos incubatórios são todas
registradas. Antes de entrar nas instalações, é preciso tomar banho, vestir
roupas específicas e respeitar vazio sanitário de no mínimo 48 horas. Na
saída, a preocupação continua e, muitas vezes, todos têm de tomar banho
novamente antes de deixar o local.
Além de respeitar todos os procedimentos sanitários, a avicultura está
investindo em novas tecnologias e na capacitação de seus colaboradores. Em
Palotina (PR), a C. Vale – Cooperativa Agroindustrial utiliza ninhos
automáticos para reduzir o contato direto dos funcionários com os ovos e
evitar perdas no incubatório. Com a inserção de sistemas computadorizados,
foi preciso reabilitar a mão de obra disponível na empresa.
Para atender a demanda das indústrias por qualificação, a Federação da
Agricultura do Estado do Paraná (Faep) construiu um centro de treinamentos em
Assis Chateaubriand (PR). A unidade é uma granja escola que oferta, de forma
gratuita, cursos com duração de dois dias e meio. Até o final de 2015, 60
turmas terão sido certificadas a operar sistemas de gerenciamento das granjas.
Motivação
Tudo isso é feito rigorosamente para atender as exigências do mercado
externo, que não só dita as normas, como também fiscaliza a aplicação. Em
algumas plantas industriais, existem fiscais do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (MAPA) que acompanham todo o processo para garantir a
habilitação à exportação.
A preocupação com sanidade também está ligada ao rendimento das aves,
aponta a equipe da Expedição Avicultura. A taxa de conversão de ração em
carne é facilmente reduzida se a ave for exposta a alguma doença ou condição
desfavorável durante o período de engorda. Com informações da assessoria de
imprensa da Expedição Avicultura 2015.
Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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Cotação semanal
Dados referentes a semana 20/03/2026
Suíno Independente kg vivo
R$ 7,21Farelo de soja à vista tonelada
R$ 63,33Casquinha de soja à vista tonelada
R$ 1.000,00Milho Saca
R$ 63,33Preço base - Integração
Atualizado em: 26/03/2026 09:20