Porto Alegre, 08 de novembro de 2021 – A campanha agressiva da China para
erradicar a atividade de especulação imobiliária pode desacelerar a taxa de
crescimento do país nos próximos anos, dizem economistas, mesmo que o pior
cenário – uma grande correção habitacional com queda acentuada nos preços
das residências – seja evitado. As informações são da agência de notícias
“Dow Jones”.
A China está tentando uma desaceleração controlada do mercado imobiliário
do país – cujo boom de décadas levou a aumentos de preços descontrolados e
um excesso de apartamentos vazios – em um esforço para reduzir os riscos
financeiros e colocar a economia em bases mais sólidas.
Embora os economistas em geral concordem que é necessário eliminar o
comportamento irracional do mercado, eles dizem que a campanha privará, pelo
menos parcialmente, a China de uma de suas maiores fontes de crescimento. Os
legisladores chineses sinalizaram que reconhecem que haverá uma compensação
para o crescimento econômico, mas não mostraram nenhuma indicação de que
planejam descartar as regulamentações para incorporadores e compradores de
residências.
A atividade imobiliária é responsável por cerca de um quarto do produto
interno bruto na China – consideravelmente mais do que nos Estados Unidos – e o
comportamento especulativo tem apoiado o emprego e a arrecadação de receitas
nas cidades há anos. Sem um mercado imobiliário em expansão, é mais
provável que a China registre um crescimento anual de cerca de 3% a 5% nos
próximos anos, dizem os economistas, em vez do crescimento de mais de 6% a que
está acostumada.
“Uma campanha bem-sucedida para tornar a habitação mais acessível terá
um custo, talvez colocando 5-6% do crescimento fora de alcance de forma
duradoura”, escreveram economistas do Institute of International Finance, uma
associação global de firmas financeiras com sede em Washington, em um recente
relatório. O IIF projeta que o PIB da China se expanda em uma média de 3% ou
menos a cada ano de 2022 a 2031 à medida que sua economia amadurece, a renda
per capita aumenta e o setor imobiliário desacelera.
Isso é inferior à taxa média de crescimento anual de 5% que a China
precisa manter até 2025 para evitar a armadilha da renda média – um
fenômeno no qual as economias em desenvolvimento param antes que a renda das
pessoas alcance as economias mais avançadas – de acordo com discursos no
início deste ano por Zhu Guangyao, o ex-vice-ministro das finanças da China.
O mercado imobiliário e outros setores relacionados contribuíram com 24% do
PIB da China em 2016, em comparação com 15% nos Estados Unidos, de acordo com
cálculos da Oxford Economics.
As informações partem da Agência CMA.
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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