Porto Alegre, 21 de janeiro de 2016 – A decisão do Comitê de Política
Monetária (Copom) de manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano foi
equivalente a um “tiro no pé” do Banco Central, que havia preparado o mercado
para um aumento da taxa, segundo Neil Shearing, economista-chefe de mercados
emergentes da Capital Economics.
“A conclusão óbvia é de que as autoridades cederam à pressão do
governo para não aumentar os juros diante de uma inflação crescente. No
entanto, como isso pode provocar uma onda de vendas no mercado de renda fixa, [a
decisão] pode acabar resultando no aumento dos juros na economia real que o BC
está tentando evitar”, acrescentou.
Shearing acrescentou que a decisão pela manutenção da Selic não
surpreendeu o mercado porque, no primeiro dia da reunião do Copom, o presidente
do BC, Alexandre Tombini, indicou que as revisões negativas nas projeções do
Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia brasileira seriam levadas
em consideração na decisão sobre a Selic.
Apesar de esperada, a decisão do BC deixa a instituição com menos
crédito do que antes em relação ao combate à inflação, segundo o
economista. Ele acrescentou que, embora a eficácia de um novo aumento na Selic
fosse questionável no momento, o BC poderia ter acompanhado a expectativa do
mercado – alta de 0,50 ponto porcentual – para acalmar os investidores. Com
informações da Agência CMA.
Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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