Porto Alegre, 7 de janeiro de 2016 – Os principais índices asiáticos
encerraram em queda nesta quinta-feira influenciados pelo desempenho ruim dos
mercados chineses.
O índice Xangai Composto caiu 7,04%, a 3.125 pontos. Os demais mercados da
região foram contaminados pelo sentimento negativo. O índice Nikkei 225, de
Tóquio, teve queda de 2,33%, a 17.767,34 pontos, o Hang Seng, de Hong Kong,
recuou 3,08%, a 20.333,34 pontos, e o Kospi, de Seul, caiu 1,1%, a 1.904,33
pontos.
As perdas decorreram em razão das bolsas chinesas sofrerem a segunda
interrupção nesta semana, depois que o índice CSI-300 caiu 7% cerca de meia
hora depois da abertura do pregão. A queda foi mais brusca que a de
segunda-feira, quando o circuit breaker chinês foi inaugurado e, no mesmo dia,
ativado às 13h33 no horário local.
Segundo comunicado da bolsa de Xangai, às 9h42 de hoje no horário local
(23h42 de ontem em Brasília) o índice CSI-300 já havia caído mais de 5%,
disparando uma primeira pausa de 15 minutos nas negociações. Quando a sessão
voltou, a queda foi ainda mais acentuada, chegando a 7%, e o pregão foi
interrompido pelo restante do dia às 9h58. A bolsa de Xangai abre às 9h30.
“Durante a suspensão de 15 minutos, os investidores entraram em pânico e
encheram o sistema com ordens de venda. Assim que a sessão reabriu, o limite
de7% foi atingido”, explica Bernard Aw, analista da IG Markets. “O novo
circuit breaker foi adotado para estabilizar o mercado, permitindo uma pausa
para tranquilizar investidores frenéticos, mas o sistema parece estar
produzindo o efeito contrário”.
Aw, assim como outros analistas, tem criticado os limites apertados do
circuit breaker chinês. Nos Estados Unidos, por exemplo, a sessão é
interrompida por 15 minutos se o índice S&P 500 cair 7%. Depois há outra pausa
de mais 15 minutos se a queda chegar a 13%. Apenas se o índice cair 20% a
sessão é encerrada.
Considerando que o mercado chinês é muito mais volátil que o
norte-americano, o limite de 7% para pausa das negociações na China parece
muito restrito. Segundo Aw, quando as ações começam a cair, os investidores
ficam com medo de não conseguir vender seus papéis antes do circuit breaker, o
que causa pânico e acentua as perdas.
“É possível que um ajuste nos percentuais que disparam o circuit breaker
ajude a melhorar o sistema. As autoridades precisam entender que o que evita o
frenesi no mercado é a noção de que os investidores conseguirão encerrar
suas posições em tempo”, diz o analista.
Um dos fatores que estão colaborando para as perdas na China é contínua
depreciação do iuane, o que pode levar investidores a fugirem do país. Hoje,
ao fixar o ponto médio do câmbio entre o iuane e o dólar, o banco central da
China fez a maior depreciação diária desde agosto.
Revisão: Tarcila Mendes / (tarcila.freitas@safras.com.br) / Agência
SAFRAS
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