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ECONOMIA: Emergentes devem voltar a crescer em 2016, compensando China -FMI

3 de setembro de 2015
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São Paulo, 3 de setembro de 2015 – As economias emergentes devem retomar o
caminho do crescimento em 2016 e compensar a desaceleração no crescimento da
China, segundo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) preparado para
a reunião do G-20 (grupo que reúne economias mais industrializadas e países
emergentes), que acontece amanhã e sábado, em Ancara, na Turquia.

“As perspectivas para as economias emergentes se enfraqueceram em 2015 na
comparação com o ano passado. Esse desempenho é reflexo do baixo crescimento
dos exportadores de commodities, especialmente na América Latina, e da
desaceleração da China”, disse o FMI.

No front externo, o Fundo cita que os países emergentes enfrentam
condições financeiras mais apertadas, a queda dos preços do petróleo e a
pressão sobre suas taxas de juros. Do lado doméstico, a maioria dos países
está diante da aceleração da inflação e de posições fiscais mais fracas.

No caso da China, o FMI espera que o crescimento diminua diante dos
excessos no mercado imobiliário, no crédito e nos investimentos e recomenda
que o governo implemente reformas estruturais capazes de conter esses problemas
sem que a expansão econômica seja sacrificada.

“A política chinesa deve reduzir as vulnerabilidades provocadas pelo
aumento acelerado do crédito e dos investimentos de maneira que não atrapalhe
a atividade econômica. Reformas estruturais e os baixos preços das commodities
devem contribuir com a expansão de atividades orientadas pelo consumo”,
afirmou o FMI.

Na India, um dos maiores importadores de commodities do mundo, o
crescimento será beneficiado pelas recentes reformas, que ajudam no aumento dos
investimentos, e também pela queda dos preços das matérias-primas, de acordo
com o relatório.

No caso da Rússia, a deterioração econômica reflete a queda dos preços
do petróleo e as sanções internacionais impostas ao país. Segundo o Fundo, a
economia russa deve se contrair em 2015 e permanecer fraca em 2016.

As informações são da agência CMA.

Copyright 2015 – Grupo CMA

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