Porto Alegre, 22 de novembro de 2022 – O crescimento do PIB do Brasil, segundo o Economic
Outlook da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é impulsionado pelo
consumo doméstico, investimento privado e exportações. “A despesa das famílias é impulsionada
por transferências sociais mais elevadas e um crescimento vigoroso do emprego, mas que diminuirá
no próximo ano”, diz o relatório.
Os pesquisadores da OCDE acreditam que a política monetária brasileira deverá se manter
restrita, e mantêm a taxa de juros em 13,75% até meados de 2023. “As taxas de juro de referência
podem ser reduzidas assim que as pressões inflacionistas diminuírem ainda mais. A política fiscal
tem sido expansionista e tem contribuído para as pressões inflacionárias ao aumentar a demanda”.
Para a OCDE, uma estratégia de consolidação é necessária para reduzir o déficit e
restaurar a credibilidade do quadro fiscal. Reduzir a rigidez orçamentária e limitar os gastos
obrigatórios do governo melhoraria a eficiência dos gastos. “Uma melhor gestão do investimento em
infraestrutura pública, reforma das transferências sociais, maior sustentabilidade e incentivos
para o setor agrícola poderiam impulsionar o crescimento potencial, ao mesmo tempo em que
melhorariam as finanças públicas”.
O Brasil apresentou uma atividade econômica que acelerou no primeiro e segundo trimestres com
crescimento acima do esperado de 1,1% e 1,2%, respectivamente, mas que enfraqueceu no terceiro. “O
índice principal para manufatura aponta para um pequeno declínio agregado impulsionado por
intermediários e bens não duráveis, mas a maioria dos setores manufatureiros continuou
crescendo”.
Para os estudiosos da OCDE, é necessária uma revisão do quadro fiscal brasileiro. “O
cumprimento do atual quadro fiscal torna-se cada vez mais difícil devido ao conflito inerente entre
uma regra fiscal que limita o aumento dos gastos do governo e a rigidez orçamentária, como
obrigatoriedade as regras de gastos afetam cerca de 92% do orçamento”.
No quesito energético, o relatório aponta que o Brasil tem um bom mix de energia limpa, com
86% da eletricidade vindo de fontes hidrelétricas e biomassa, mas que isso trouxe um outro
problema. “A forte dependência da energia hidrelétrica mostrou limites em 2021, quando as secas
reduziram os níveis dos reservatórios, exigindo investimentos mais fortes em outras fontes
renováveis, como o vento e as fontes solares, que apresentam um potencial inexplorado
significativo”.
A OCDE aponta que o investimento público em infraestrutura no Brasil é baixo comparado com
outros países. “Existem grandes lacunas de infraestrutura em transporte, água e saneamento.
Aumentar o investimento em infraestrutura de alta qualidade e amplamente acessível aumentaria a
produtividade e o crescimento potencial e contribuiria para a mitigação e adaptação ao clima”,
conclui o relatório. As informações partem da Agência CMA.
Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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