Porto Alegre, 17 de novembro de 2021 – A JBS, maior companhia global de
proteínas e líder em produção de alimentos, firmou acordo para aquisição
do controle da empresa espanhola BioTech Foods. A operação marca o ingresso da
Companhia no mercado de proteína cultivada, que consiste na produção de
alimentos a partir de células animais, e inclui o investimento na construção
de uma nova unidade fabril na Espanha para dar escala à produção. Com a
aquisição, a JBS também anuncia a implantação do primeiro Centro de
Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) em Proteína Cultivada do Brasil. No total, a
JBS vai destinar US$ 100 milhões aos dois projetos.
Fundada em 2017, a BioTech Foods é uma das líderes no desenvolvimento de
biotecnologia para a produção de proteína cultivada, contando com o apoio do
governo espanhol e da União Europeia. A empresa opera uma planta-piloto na
cidade de San Sebastián e tem a expectativa de alcançar a produção comercial
em meados de 2024, com a construção dessa nova unidade fabril. O investimento
na nova instalação é estimado em US$ 41 milhões.
A BioTech Foods tem como fundadores Iñigo Charola, experiente executivo na
área de vendas e marketing, e a PhD em física de materiais Mercedes Vila
Juárez, uma das maiores especialistas do mundo no uso de materiais para
biomedicina e vencedora, em 2010, do prêmio “Para Mulher na Ciência”,
concedido pela Unesco e pela L’Oréal em reconhecimento por suas pesquisas.
Charola ocupa a posição de CEO da BioTech e Mercedes, a de CTO da companhia.
Pelos termos da transação, a JBS se torna a acionista majoritária da
BioTech Foods. A operação possibilita que as duas empresas unam forças para
acelerar o desenvolvimento do mercado de proteína cultivada. A companhia
brasileira passa a ter acesso à tecnologia e à produção de proteínas da
BioTech Foods, que, por sua vez, terá à disposição a capacidade de
processamento industrial, a estrutura de marketing, know-how para o
desenvolvimento de produtos e os canais de venda da JBS para colocar o novo
produto no mercado.
Quando estiver em fase comercial, a proteína cultivada chegará
inicialmente aos consumidores na forma de alimentos preparados, como
hambúrgueres, embutidos, almôndegas, entre outros, com a mesma qualidade,
segurança, sabor e textura provenientes da proteína tradicional. A tecnologia
tem potencial não apenas para a produção de proteína bovina, mas também
para a de frangos, suínos e pescados.
“Esta aquisição reforça nossa estratégia de inovação, desde como
desenvolvemos novos produtos até como comercializamos, para atender à
crescente demanda global por alimentos. Unindo o conhecimento tecnológico com
nossa capacidade de produção, seremos capazes de acelerar o desenvolvimento do
mercado de proteína cultivada”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.
A aquisição da BioTech Foods ainda está sujeita à confirmação da
autoridade de investimento estrangeiro na Espanha, entre outras condições
usuais a esse tipo de operação.
O movimento na Europa é complementado pelo Centro de Pesquisa em Proteína
Cultivada no Brasil. Previsto para ser inaugurado em 2022, o centro incluirá na
segunda etapa uma planta que irá ocupar uma área de 10 mil metros quadrados.
Liderado pelos doutores Luismar Marques Porto e Fernanda Vieira Berti, a
iniciativa contará com cerca de 25 pesquisadores e vai trabalhar no
desenvolvimento de tecnologias de ponta para a indústria de alimentos.
Dois dos maiores especialistas em bioengenharia do País, ambos os
cientistas têm ampla experiência profissional e acadêmica internacional.
Enquanto Porto já foi cientista visitante da Harvard University e do
Massachusetts Institute of Technology (MIT), Fernanda tem passagem pelo Research
Institute I3Bs, e criou uma startup incubada no Vale do Silício (EUA) com
atuação na Europa que desenvolve produtos baseados em medicina regenerativa e
células-tronco para o tratamento de animais.
Com o investimento no Centro de P&D, a JBS pretende desenvolver novas
técnicas que acelerem os ganhos de escala e reduzam os custos de produção da
proteína cultivada, antecipando sua comercialização no mercado.
“Estamos ampliando nossa plataforma global para atender às novas
tendências de consumo e ao crescimento da população global. A aquisição da
BioTech Foods e o novo centro de pesquisa colocam a JBS numa posição única
para avançar no setor de proteína cultivada”, complementa Tomazoni.
Líder em bovinos, suínos e frango, a Companhia fez outros movimentos
importantes ao longo de 2021 para ampliar sua atuação em outras proteínas:
adquiriu a holandesa Vivera, maior produtora de plant-based independente da
Europa, e acaba de concluir a aquisição da Huon, segunda maior produtora de
salmão da Australia. A proteína cultivada chega para complementar esse
portfólio.
As informações partem da assessoria de imprensa da JBS.
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