A padronização de processos, a precisão da análise seminal e a agilidade operacional impactam diretamente os índices reprodutivos das granjas comerciais
A eficiência reprodutiva na suinocultura moderna é resultado de um conjunto de práticas que se iniciam muito antes do momento da inseminação artificial. Nesse contexto, a qualidade da dose inseminante configura-se como um dos principais determinantes das taxas de prenhez, do tamanho e da uniformidade das leitegadas, bem como da previsibilidade produtiva das granjas. Esses resultados dependem de um controle rigoroso e integrado de todas as etapas do processo de produção da dose seminal.
Segundo o Prof. Dr. Ricardo Zanella, professor do curso de medicina veterinária e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Bioexperimentação da Universidade de Passo Fundo (UPF) e consultor da IMV Technologies do Brasil, a excelência da dose inseminante está diretamente associada a uma abordagem sistêmica. “A qualidade final não depende exclusivamente da genética do reprodutor, mas da padronização de todo o processo de produção da dose, que se inicia com um manejo adequado na coleta, seguido por uma avaliação seminal precisa, pela correta escolha do diluente e pelos sistemas de envase utilizados”, explica. Trata-se, portanto, de um conjunto de fatores interdependentes que, quando corretamente ajustados, resultam em doses de elevada qualidade e maior eficiência reprodutiva.
Em granjas e centrais de sêmen de alta escala, o tempo assume papel estratégico. Métodos de análise seminal lentos, imprecisos ou excessivamente dependentes da subjetividade do operador podem comprometer a tomada de decisão, reduzir a eficiência operacional e aumentar a variabilidade entre as doses produzidas. “O impacto direto dessas falhas é observado na queda do desempenho reprodutivo no campo”, destaca o especialista.
Diante desse cenário, a suinocultura moderna exige processos ágeis, padronizados e orientados por dados, capazes de garantir consistência entre as doses e maior previsibilidade dos resultados. Esse modelo produtivo pressupõe, de forma indispensável, a integração entre diluentes de alta performance, sistemas confiáveis de envase e métodos de análise seminal rápidos e precisos. Essa combinação permite elevar o padrão das doses, reduzindo a variabilidade dos resultados e aumentar a eficiência global do sistema produtivo.
“À medida que a produção suinícola avança em tecnificação, a qualidade da dose inseminante deixa de ser um diferencial competitivo e passa a representar um requisito estratégico para a sustentabilidade e a competitividade das granjas”, reforça Zanella.
O que define uma dose inseminante de qualidade?
Do ponto de vista técnico, da central de sêmen ao desempenho reprodutivo na granja, cada etapa do processo é determinante. A qualidade da dose inseminante resulta de um sistema integrado, no qual falhas pontuais podem comprometer significativamente os índices reprodutivos, ressalta o consultor da IMV Technologies do Brasil. Entre os principais fatores envolvidos, destacam-se:
- Higienização do macho pré-coleta: a adequada higienização do prepúcio reduz significativamente o risco de contaminação bacteriana do sêmen.
- Processo de coleta seminal: a qualidade da dose inicia-se na coleta; sistemas automatizados contribuem para a redução da variabilidade associada ao fator humano.
- Qualidade do diluente: fundamental para a preservação da viabilidade, integridade e funcionalidade dos espermatozoides durante o armazenamento e o transporte.
- Padronização do envase: assegura volumes corretos, reduz variações entre doses e minimiza riscos de contaminação.
- Avaliação seminal rápida e precisa: possibilita decisões assertivas, evitando a liberação de doses abaixo dos padrões técnicos estabelecidos.
- Rastreabilidade e controle de processos: garantem consistência, biosseguridade e eficiência operacional ao longo de toda a cadeia.
O Prof. Dr. Ricardo Zanella enfatiza que a soma desses fatores é determinante para a previsibilidade e a sustentabilidade dos resultados reprodutivos. “A dose inseminante deve ser tratada como um insumo estratégico da granja, e não apenas como um item operacional”, conclui.
Cotação semanal
Dados referentes a semana 23/01/2026
Suíno Independente kg vivo
R$ 7,83Farelo de soja à vista tonelada
R$ 1.900,00Casquinha de soja à vista tonelada
R$ 1.000,00Milho Saca
R$ 64,00Preço base - Integração
Atualizado em: 27/01/2026 09:55