Porto Alegre, 24 de junho de 2021 – Na terça-feira (22), em Brasília a
Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) acompanhou o lançamento
Plano Safra 2021/2022, que ocorreu no Palácio do Planalto em Brasília e
contou com a presença do presidente da república Jair Bolsonaro e da Ministra
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina, além de
outras autoridades. Com o aporte de R$ 251,22 bilhões para apoiar a produção
agropecuária, o Plano teve um aumento de 6,3% ou R$ 14,9 bilhões a mais
comparado com o do ano passado. Os financiamentos poderão ser contratados de
1 de julho de 2021 a 30 de junho de 2022.
Do total, R$ 177,78 bilhões serão destinados ao custeio e
comercialização e R$ 73,4 bilhões serão para investimentos. Os recursos
destinados a investimentos tiveram aumento de 29%. Já com o foco no médio
produtor, no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural
(Pronamp), foram disponibilizados R$ 34 bilhões, um aumento de 3% em relação
à safra passada. São R$ 29,18 bilhões para custeio e comercialização e R$
4,88 bilhões para investimento, com juros de até 6,5% ao ano.
O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que o acréscimo de recursos
nas linhas de investimento é muito importante para a suinocultura, tendo em
vista que os produtores estão sempre buscando modernizar suas granjas, se
adequar as normativas de bem-estar e aumentar a bioseguridade.
Por outro lado, Lopes reforçou que a linha de retenção de matrizes, era
muita esperada pelo setor e não saiu. “A linha de retenção de matrizes é
essencial para a suinocultura, ainda mais nesse ano em que houve momentos em
alguns estados que os produtores tiveram seus custos de produção dobrados
quando comparado com o último ano”.
Com intuito de amenizar a elevada nos custos de produção na cadeia
suinícola, Lopes relembrou que no final de abril, o Conselho Monetário
Nacional (CMN) publicou uma resolução aumentando o limite de tomada de
crédito para quem for produzir milho e sorgo, além da abertura do
Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP) voltado ao milho. “De
alguma forma a medida poderá minimizar o forte aumento de preços dos insumos,
que vem impactando significativamente o custo de produção de proteína animal
e o valor pago pelos consumidores”.
Milho e Sorgo no Plano Safra
O Plano Safra 21/22 prevê recursos para o custeio de milho, sorgo e à
atividade de avicultura, suinocultura, piscicultura, pecuária leiteira e
bovinocultura de corte em regime de confinamento: R$ 1,75 milhão (Pronamp) e R$
4 milhões para os demais produtores.
Os recursos para a construção de armazéns nas propriedades também foram
prioridades no Plano desse ano, pois tiveram um aumento significativo. Serão
destinados R$ 4,12 bilhões, um acréscimo de 84%. Para o financiamento de
armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades, a taxa de
juros é de 5,5% e para maior capacidade a taxa é de 7% ao ano, com carência
de três anos e prazo máximo de 12 anos.
A Ministra Tereza Cristina disse que o atual Plano Safra deixará o agro
brasileiro ainda mais atrativo e explicou que nos anos anteriores tinham apenas
dois bancos querendo operar recursos para o agro, e que este ano há diversas
instituições solicitando recursos para oferecer aos produtores. “Este é um
plano que vem pincelado pois houve mais de 100% de aumento nos recursos para as
linhas de preservação”.
A Ministra disse ainda que nas próximas décadas, a produção agrícola
mundial deverá crescer em sintonia com a conservação ambiental, porém sem
descuidar dos ganhos de produtividade e da inclusão social. “Graças à
ciência e à inovação, o Brasil será protagonista desse processo”. Com
informações da assessoria de imprensa da ABCS.
Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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Cotação semanal
Dados referentes a semana 30/04/2025
Suíno Independente kg vivo
R$ 8,42Farelo de soja à vista tonelada
R$ 1.836,67Casquinha de soja à vista tonelada
R$ 1.200,00Milho Saca
R$ 72,23Preço base - Integração
Atualizado em: 29/04/2025 09:50