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AGRONEGÓCIO: “Setor é ciência pura”, diz presidente da Abramilho

27 de outubro de 2021
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Porto Alegre, 27 de outubro de 2021 – A Força do Agro sob os aspectos de
produção, pessoas e renda foi o tema central da apresentação do presidente
institucional da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho),
Cesário Ramalho, convidado da série Agro Talks Exclusivo, iniciativa da
Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA).

O presidente institucional da Abramilho define que o Agro “é o Pelé do
Brasil!” e que a agricultura precisa ser definida como de fato ela é.
“Somos ciência pura. Minimizamos o risco da produção de alimentos nesse
momento em que enfrentamos mudanças climáticas. E conseguimos produzir três
safras. Eu comecei plantando uma vez por ano. Isso é extasiante. Nós
multiplicamos a receita do negócio com a mesma estrutura, a mesma área. Isso
é uma verdadeira revolução. Dá muito orgulho falar das instituições que
estão na base dessa conquista. É o caso da Embrapa, que fez 48 anos no mês de
outubro”.

Cesário compartilhou a história do avô, que transportava gado e começou
com uma propriedade pequena. Foi guardando recursos e investindo em fazendas
maiores até que chegou a 20 mil hectares na região de Ituiutaba (MG). “Meu
avô deu o primeiro passo na pecuária na virada do século 19 para 20 e até
hoje a família segue no agro. Nesse período, a agropecuária vem passando por
profundas transformações de ordem comportamental e gerencial. Antes, nós
éramos fazendeiros, hoje quem manda na fazenda é a tecnologia. A agricultura
é ciência e a sociedade precisa entender isso”.

O ponto alto da discussão envolveu o cerrado brasileiro, que se tornou o
grande centro de produção brasileira. “O que produzimos nós exportamos.
Precisamos falar mais, vender o homem do campo, vender o empreendedorismo. As
propriedades rurais estão investindo em novos maquinários, há mais gente
trabalhando, com tecnologia de planta, adubando melhor as terras, ressuscitando
as terras cansadas. Isso é o agro”.

Jorge Espanha, presidente da ABMRA, destacou que “as pessoas ainda não
percebem a importância do país que produz mesmo com tantas adversidades para
mais de 900 milhões de pessoas no mundo. Alguns pontos da 8 Pesquisa Hábitos
do Produtor Rural ABMRA mostra que o impacto do agro foi pequeno na pandemia. O
agro realmente não parou. Sempre questionamos como passar essa mensagem
adiante e, principalmente, para as novas gerações”. As informações partem
da assessoria de imprensa da ABMRA.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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