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BIOCOMBUSTIVEIS: Comissão Especial discute PEC que mantém competitividade

6 de julho de 2022
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Porto Alegre, 06 de julho de 2022 – Representantes do setor sucroenergético
debateram a Proposta de Emenda à Constituição — PEC 15/22 – que altera o
art. 225 da Constituição Federal para estabelecer diferencial de
competitividade, pelos próximos 20 anos, para os biocombustíveis em relação
aos combustíveis fósseis.

Roberto Perosa, CEO da Orplana – Organização de Associações de Produtores
de Cana do Brasil –, fez uso da palavra e elencou os pontos de vista de quem
está na base da cadeia, enfatizando o diferencial do projeto que dentre os
benefícios gerados está o de oferecer maior segurança jurídica ao segmento
sucroenergético.

De acordo com ele, o setor da cana-de-açúcar está em constante
modernização, tendo na energia limpa e renovável a melhor condição para a
autossuficiência energética. “A Orplana defende a aprovação da PEC em sua
integralidade, garantindo maior possibilidade de acesso ao consumidor final,
além de fortalecer o setor e oferecer emprego e renda a todos os entes
envolvidos”, disse.

Perosa acrescentou ainda que o biocombustível garante a segurança
estratégica do país. “Sem a competitividade tributária, o etanol hidratado
tende a desaparecer. E, caso isso aconteça, haveria um efeito cascata com
relação aos preços dos derivados, como o açúcar. Isso desequilibra toda a
cadeia, com aumento de custos. Não podemos sofrer mais esse baque, ainda mais
em um mundo pós-pandemia, em que os custos para a produção de cana se
elevaram em mais de 60%”, pontuou.

A audiência da Comissão Especial ocorreu na Câmara dos Deputados na
última terça-feira (5), e contou ainda com a participação de outros
representantes do setor sucroenergético. Atualmente, a nível global, os custos
com combustíveis fósseis estão em US
9% de todas as riquezas são para subsidiar os setores de gás natural e
petróleo.

As informações partem da assessoria de imprensa da Orplana.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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