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CÂMBIO: Dólar à vista abre em queda, abaixo dos R$ 3,80, com otimismo local

3 de janeiro de 2019
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Porto Alegre, 3 de janeiro de 2019 – O dólar comercial abriu misto, com o
dólar à vista em queda abaixo dos R$ 3,80, dando continuidade ao otimismo
após a posse do presidente Jair Bolsonaro e de sua equipe com discursos
reiterando a agenda econômica liberal do governo PSL e com as notícias de que
o partido do presidente apoiará a reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ)
para a presidência da Câmara dos Deputados, o que abre caminhos para a
aprovação da reforma da Previdência.

Às 9h52 (de Brasília), a moeda norte-americana operava em queda de 0,23%
no mercado à vista, cotada a R$ 3,8030 para venda, depois de oscilar na mínima
de R$ 3,7890 (-0,57%) e máxima de R$ 3,8090 (-0,05%). No mercado futuro,
porém, o contrato para fevereiro subia 0,50%, a R$ 3,81. Lá fora, o Dollar
Index caía 0,18%, aos 96,646 pontos.

Os discursos de posse de ministros do governo de Bolsonaro, entre eles o da
Economia, Paulo Guedes, e notícias de que o PSL apoiará o deputado Rodrigo
Maia (DEM-RJ) na reeleição para a presidência da Câmara dos Deputados
animaram os investidores e levaram o dólar a fechar em forte queda (-1,70%, a
R$ 3,8110 à vista), enquanto o índice Ibovespa fechou acima dos 91 mil pontos
pela primeira vez na história.

“O apoio à Maia é um ativo importante para o governo, dado o viés tanto
afável à proximidade com o poder do deputado, como também das reformas.
Parlamentares novos e em partes, inexperientes, tem em Maia um componente de
fácil trânsito na casa, o que pode em muito ajudar na série de medidas que
devem ser enviadas ao Congresso com urgência no primeiro semestre”, avalia o
economista-chefe da Infinity, Jason Vieira.

O comportamento da moeda no mercado local destoou do exterior onde a
preocupação com a desaceleração da economia global, principalmente com a
China, prevaleceu e deixou o mercado apreensivo. Investidores reagiram bem aos
discursos de posse dos ministros da economia, reiterando o viés liberal da
pasta, e o de Minas e Energia [Bento Albuquerque] com possibilidade de
privatização da Eletrobras, destaca o economista da SulAmérica Investimentos,
Newton Rosa. Com informações da Agência CMA.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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