Porto Alegre, 17 de março de 2021 – O dólar comercial opera pressionado
frente ao real desde a abertura dos negócios acompanhando o exterior onde
prevalece o sentimento de cautela antes da decisão de política monetária do
Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que reflete no avanço
dos rendimentos das taxas de juros futuros dos títulos do governo
norte-americano, as treasuries, com o vencimento de 10 anos (T-Note) operando ao
redor de 1,67%, na maior alta desde janeiro do ano passado. Aqui, também tem a
decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).
Às 9h58 (de Brasília), a moeda norte-americana operava em alta de 0,74%
no mercado à vista, cotada a R$ 5,6570 para venda, enquanto o contrato futuro
com vencimento em abril subia 0,56%, a R$ 5,6610. Lá fora, o Dollar Index tinha
leve alta de 0,06%, acima dos 91,900 pontos.
Os economistas do Bradesco destacam que a alta dos juros longos nos Estados
Unidos e que levam o dólar a se fortalecer ante aos pares e às moedas de
países emergentes. Investidores estão à espera da decisão do Fed e da
entrevista do presidente da autoridade monetária, Jerome Powell.
“A decisão não deve contar com mudanças na atual política monetária,
contudo, o foco estará voltado para a abordagem do Fed frente à aprovação do
pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão e às recentes altas das treasuries”,
comentam. O banco central dos Estados Unidos também divulgará as novas
projeções econômicas para o país.
Aqui, tem a decisão do Copom, no qual o consenso do mercado e o
levantamento feito pelo Termômetro CMA apontam alta de 0,50 ponto percentual
(pp) da taxa básica de juros (Selic), passando para 2,50% ao ano, no primeiro
ato de aperto monetário desde meados de 2015.
“A alta da Selic é necessária para dar conta nem tanto da inflação,
que está sim em alta, mas principalmente do câmbio que segue pressionado
gerando constrangimentos no nível de preços”, comenta o economista-chefe da
Necton Corretora, André Perfeito, acrescentando que o mais importante do Copom
será o comunicado e não a magnitude do corte, já que há especulações de
alta de até 0,75 pp.
“O mercado espera que o Banco Central indique no comunicado o ciclo total
de alta da taxa e como vê a dinâmica política e fiscal para os próximos
meses”, reforça. Para a equipe econômica do Bradesco, com as “surpresas
altistas” e “a rápida elevação das expectativas de inflação” para este
ano, a autoridade monetária deve agir hoje.
“A nosso ver, essa decisão deverá ocorrer com base na leitura de uma
desaceleração temporária da atividade econômica, por conta do agravamento da
pandemia, mas de retomada mais evidente à frente”, pondera. Com informações
da Agência CMA.
Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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