Porto Alegre, 12 de junho de 2019 – O dólar comercial opera sem direção
definida frente ao real desde abertura dos negócios, oscilando em campos
positivo e negativo, tentando dar continuidade ao otimismo com a política local
em meio ao avanço de pautas do governo no Congresso, enquanto aguardam a
apresentação do parecer da proposta da reforma da Previdência, prevista para
amanhã. Porém, o ambiente externo mais avesso ao risco inibe o bom humor
local.
Às 10h02 (de Brasília), a moeda norte-americana tinha alta de 0,18% no
mercado à vista, cotada a R$ 3,8570 para venda, depois de oscilar na mínima de
R$ 3,8440 (-0,15%) e máxima de R$ 3,8640 (+0,36%). Já o contrato futuro para
julho operava praticamente estável (-0,02%), a R$ 3,8610. Lá fora, o Dollar
Index subia 0,05%, aos 96,738 pontos.
Foi aprovada ontem no Congresso Nacional, por unanimidade, a autorização
para o Executivo realizar operação de crédito no valor total de R$ 248,9
bilhões (PLN 4/2019). Caso não fosse aprovada, o governo havia adiantado que
faltaria verba para cobrir despesas obrigatórias. Para os analistas da
H.Commcor, a votação mostra a melhora de diálogo entre o governo e o
Congresso em um momento cada vez “mais crítico” para a agenda fiscal.
Para o economista da Guide Investimentos, Victor Cândido, o placar
unânime da votação – com 450 votos na Câmara dos Deputados e 61 votos no
Senado – é mais reflexo do conteúdo da matéria do que melhoria na
articulação do governo. “A matéria era, na verdade, de grande interesse da
oposição, que se mostrou disposta a arriscar o financiamento de programas
icónicos, com origem na esquerda, para pressionar o presidente a ceder ainda
mais”, diz.
Há pouco, foi divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla
em inglês) dos Estados Unidos que registrou alta de 0,1% em maio na
comparação com o mês anterior, vindo em linha com o esperado pelo mercado.
Para a equipe econômica da H.Commcor, o resultado alimenta a visão do
presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome
Powell, de que a fraca inflação seria passageira.
No fim da manhã, o ministro da Economia, Paulo Guedes, dará coletiva de
imprensa, mas o ministério não adiantou o assunto. Com informações da
Agência CMA.
Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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Atualizado em: 08/05/2025 09:40