Porto Alegre, 16 de dezembro de 2015 – O rebaixamento da nota do Brasil
para BB+ pela Fitch, retirando o grau de investimento do País, ajudava a manter
o estresse sobre as taxas de câmbio e juros hoje, que já avançavam com uma
possível saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mediante a mudança na
meta fiscal de 2016 apresentada pelo governo.
“O rebaixamento foi um fator a mais, mas não trouxe uma pressão tão
forte, já que, apesar de não se ter data, ele já era esperado. Muitos
investidores que não podem ter exposição em ativos sem grau de investimento
já desfizeram suas posições muito antes dele vir. Uma saída de Levy sim
levaria a uma piora fiscal gigantesca”, diz Paulo Nepomuceno, estrategista de
renda fixa da Coinvalores.
O dólar já abriu em alta de quase 2% em reação a rumores de que Levy
poderia deixar a Fazenda após indicações de que a nova meta de superávit
primário para 2016 será entre zero e 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A
mudança deve ser votada na sessão que analisa a Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO), no Senado.
“O rebaixamento era esperado, mas é algo muito ruim. O Levy deve sair do
governo e já se especula que [o ministro do planejamento, Nelson] Barbosa
assumiria, para ser substituído por [Henrique] Meirelles após impeachment da
[presidente] Dilma Rousseff”, diz João Paulo de Gracia Corrêa,
superintendente regional da SLW. As informações partem da agência CMA.
Revisão: Tarcila Mendes (tarcila.freitas@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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