Porto Alegre, 16 de novembro de 2022 – “De um modo global, pecuária sustentável é produzir
com respeito ambiental, social e gerando lucro. É produzir carne para todos, para sempre. No Brasil
é seguir a lei e intensificar. Não existe carne mais sustentável no mundo que a brasileira. Nós
queremos justiça climática e comércio justo.” A fala é do presidente do Instituto Mato-grossense
da Carne (Imac), Caio Penido, durante painel “Pecuária Sustentável”, realizado nesta segunda-feira
(14.11), no espaço Brasil da 27a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças
Climáticas (COP 27), que acontece no Egito.
Penido participou do painel com representantes da produção da carne bovina de todo país, com
a presença de produtores, indústria e governo. Ele explicou que a missão do Imac é promover a
carne de Mato Grosso para o mundo. Neste sentido o Instituto tem realizado contato com diversos
mercados compradores como a China, Europa e Oriente Médio, para apresentar de maneira adequada a
carne mato-grossense, com objetivo de fortalecer e abrir novos mercados.
“Sempre nos deparamos com muitas exigências, especialmente sobre desmatamento. E após
inúmeras conversas nos questionamos: será que existe alguma outra carne disponível no mercado
global mais sustentável no mercado que a brasileira? Que garante conservação por lei, que vem de
um clima tropical e que garante menores emissões de GEE (gases do efeito estufa) que outros
países, com gado majoritariamente criado a pasto e com rastreabilidade. Não tem uma carne mais
sustentável no mundo. Então partimos para construir uma narrativa sobre isso, porque
sustentabilidade também é comunicação”, enfatizou.
Ainda segundo Caio Penido, o Imac trabalha para garantir comercio justo e justiça climática
para o Brasil.”Estamos assumindo as rédeas da narrativa para que não fique mais nas mãos de
países que se desenvolveram com a revolução industrial, emitindo GEE (gases do efeito estufa),
desmatando, colonizando. Que trouxe para o mundo um modelo de desenvolvimento insustentável. Em
Mato Grosso queremos reverter isso. Além de termos 62% do território destinado à conservação,
temos o código florestal, temos a Embrapa trabalhando e inúmeros planos e projetos.Se o mundo
quiser ajudar o Brasil não é dando esmola, não precisamos, não somos pobres. No novo paradigma
rico é quem tem biodiversidade, quem tem potencialmente uma pecuária de baixo carbono. Nós
queremos um comércio justo. Justiça climática ao Brasil”, afirmou.
O programa Passaporte Verde criado pelo Imac, que é um protocolo que vai garantir a
rastreabilidade socioambiental e a qualidade da carne de Mato Grosso, também foi apresentado
durante o painel. Atualmente 80% da produção é rastreada e a meta é alcançar os 100% de
verificação.
“O Passaporte Verde, que vem para apoiar a Secretaria do meio Ambiente (Sema) na regularização
ambiental, com o Programa de Reinserção e Monitoramento do Imac e o Observatório da Carne de MT
(PREM), com uma base cartográfica única para todos analisarem e acelerar o processo. Temos
parcerias para mensurar o sequestro de carbono em Mato Grosso e trabalhando junto com o Ministério
Público Federal (MPF) e indústrias frigoríficas com programa que faz a rastreabilidade
socioambiental”, finalizou. As informações partem da assessoria de imprensa do Imac.
Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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