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CARNES: Qualidade genética impacta na baixa mortalidade de suínos da cria à terminação

9 de junho de 2023
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Porto Alegre, 9 de junho de 2023 – Independentemente do sistema de criação animal, a
mortalidade é um dos principais gargalos para a perda de competitividade e no setor suinícola isso
não é diferente, podendo acarretar diversos prejuízos financeiros. Após o nascimento dos animais
as fases de recria e terminação que darão continuidade no sistema produtivo da granja, merecem
muita atenção, afinal a mortalidade nessas etapas tem um alto impacto nos custos de produção.

A fase de lactação ou maternidade, é considerada do dia do parto até o desmame, que pode
variar de granja para granja, mas que na média ocorre entre os 21 e 28 dias de idade do leitão.
Nessa etapa, é importante destacar que é o período mais desafiador para o leitão. Segundo o
zootecnista João Cella, gestor comercial da Topgen, é neste momento que se encontram os maiores
desafios. Entre as possibilidades, pode ocorrer esmagamento, leitões nascidos com baixo peso, perda
iminente de temperatura corporal e principalmente, baixa ingestão de colostro nas primeiras quatro
horas de nascimento (período em que o intestino está mais apto para absorção da imunidade
passiva), diz.

Essa baixa ingestão normalmente está relacionada a dois fatores muito importantes. O primeiro
trata-se do manejo do colaborador responsável por acompanhar os partos, que deve colocar todos os
leitões para mamar por um período equivalente. O segundo e talvez mais importante, é a quantidade
de colostro que a matriz é capaz de produzir, chamando mais uma vez a atenção para a aquisição
do material genético escolhido pela granja.

Na recria, conhecida também como fase de creche, compreendida entre o fim do desmame até por
volta de 65 dias, os leitões serão novamente desafiados por diversos fatores. Entre eles podemos
listar alguns, como: a saída do crechário para granjas terminais, nas quais normalmente há
relatos de menor biosseguridade, maior incidência de exposições a patógenos, aliados com uma
queda na curva de resposta imunológica dos leitões.

De acordo com o zootecnista, o valor agregado na produção de cada leitão se torna cada vez
mais importante com o decorrer das fases, dando a ideia de que, ao passo que o animal está
evoluindo dentro da cadeia produtiva, o custo de produção dele se torna cada vez maior e com isso
o impacto com a mortalidade é mais expressivo. Relatos encontrados em artigos científicos apontam
que a mortalidade de leitões no desmame e recria pode variar entre 6% e 10%, gerando alta perda de
eficiência do sistema e alto custo, destaca.

Já na fase de terminação, compreendida entre os 63 dias até o abate, normalmente entre 160 e
170 dias de vida, casos de mortalidades são ainda preocupantes, tendo em vista o alto valor
investido em manter os animais até a chegada nessa fase. Segundo estudos e artigos, a média de
mortalidade no mercado nesse momento varia de 2,0 a 5%, e é fundamental considerar que nessa etapa,
praticamente todos os custos de produção do suíno já foram executados.

Segundo o gestor comercial da Topgen, é preciso entender que esse custo nasce na aquisição da
matriz, ou seja, toda a preparação dela para a gestação (aquisição, alimentação, mão de
obra, protocolos sanitários de vacinação, custo de espaço físico, energia, entre outros) já
foram sanados. Além disso, esse gasto se estende até o pós-parto para o leitão, passam para a
fase de recria, onde os custos continuam a se somar, contando com alimentação de valor agregado
para adaptação na fase e suporte nutricional, instalações, manejo – chegando então a
terminação. As informações são da assessoria de imprensa da Topgen.

Revisão: Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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