Porto Alegre, 23 de dezembro de 2015 – A inflação, medida pelo IPCA
(Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), este ano vai chegar a dois
dígitos e passar longe do teto da meta de 6,5%. A projeção do Banco Central
(BC) é que a inflação feche este ano em 10,8%. A estimativa divulgada em
setembro era 9,5%. A última vez que a inflação ultrapassou dois dígitos foi
em 2002, quando chegou a 12,53%.
A previsão consta no Relatório de Inflação, divulgado trimestralmente
pelo BC. Para 2016, a estimativa para o IPCA subiu de 5,3% para 6,2%. Em 2017, a
inflação deve ficar em 4,8%.
Essas projeções são do cenário de referência, elaborado com base na
taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar (14,25% ao ano), e o dólar a
R$ 3,90. O BC também divulga estimativas do cenário de mercado, em que são
usadas projeções de analistas de instituições financeiras para a taxa Selic
e câmbio. Neste caso, o IPCA também deve ficar em 10,8%, ante 9,5% previstos
em setembro.
Para 2016, a estimativa de mercado foi ajustada de 5,4% para 6,3%. Em 2017,
a inflação deve ficar em 4,9%.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu como meta de inflação 4,5%
para 2016 e 2017, sendo que o limite de tolerância é 2 pontos percentuais no
ano que vem e 1,5 ponto em 2017.
Quando a meta é ultrapassada, o presidente do BC tem de enviar carta
aberta ao ministro da Fazenda, com as explicações para o descumprimento. A
última vez que isso aconteceu foi em 2003, quando a inflação atingiu 9,3%.
Preços administrados
O BC projeta que o preço da gasolina vai subir 20,7%, este ano, e
estimativa para o preço da energia elétrica é 51,6%. A projeção para o
conjunto dos preços administrados é 18,2%, ante a estimativa anterior,
divulgada em setembro, de 15,4%.
Para 2016, a projeção para a variação do conjunto é 5,9%, ante 5,7%
considerados no relatório anterior. “Essa projeção considera, para
combustíveis, que os preços domésticos da gasolina e do óleo diesel
encontram-se acima dos praticados no mercado internacional, restringindo, dessa
forma, eventuais elevações”, diz o BC, no relatório.
Para os preços da energia, diz o BC, a projeção de 4,6% para 2016 leva
em conta redução da tarifa em dólar da usina de Itaipu e ausência de
mudanças no valor definido pelo sistema de bandeiras tarifárias em 2016, muito
embora os riscos hídricos tenham evoluído favoravelmente e tenha ocorrido
desligamento de usinas térmicas de maior custo.
A projeção de reajustes dos itens administrados, em 2017, é 5%. As
informações partem da Agência Brasil.
Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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