Indústria decide estreitar laços com produtores de milho

1 de janeiro de 1970
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A ação tenta evitar a situação crítica que acometeu o setor de aves e suínos unindo cooperativas agroindustriais e o governo de Santa Catarina

Quinta-feira, 9 de Junho de 2016 às 13h34
Indústria decide estreitar laços com produtores de milho
As dificuldades dos produtores de aves e suínos para suprir sua necessidade de milho podem servir de estímulo para alterar a relação ­ nem sempre amistosa ­ entre indústrias e agricultores. Para tentar evitar a situação crítica deste ano, as cooperativas agroindustriais e o governo de Santa Catarina traçaram um plano para incentivar o plantio de milho e garantir o suprimento. A iniciativa catarinense, que despertou a atenção em outros Estados do país que também não são autossuficientes em milho, esbarra na resistência de grupos do porte de BRF e JBS. Além disso, a tarefa de convencer os agricultores a se comprometerem a plantar o cereal ­ em detrimento da soja­, não é tão simples, de acordo com analistas. “A bem da verdade, este momento um dia chegaria”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. Segundo ele, a proposta do governo catarinense, que já conta com a adesão de importantes cooperativas, é a mais avançada. Mas Rio Grande do Sul e mesmo Minas Gerais já não veem o tema como tabu. Ainda que incipiente, a aproximação entre agricultores e indústria de carnes sinaliza que a escassez de milho deste ano não é questão apenas conjuntural, embora a quebra da segunda safra de milho, que está em fase de colheita, tenha agravado o quadro e espremido a margem das indústrias de frango. “Não tem volta. O mundo descobriu que aqui tem milho, e o Brasil terá um papel mais importante no comércio global”, disse o analista César de Castro Alves, da consultoria MB Agro. De janeiro a maio, as exportações do país alcançaram 12,2 milhões de toneladas, 136% mais que em igual período de 2015, conforme a Secex/Mdic). Baseada em um modelo semelhante ao da “integração”, que rege a relação entre criadores de animais e a indústria de carnes e pressupõe o recebimento de insumos em troca da produção, a iniciativa catarinense pretende elevar em 100 mil hectares o cultivo em Santa Catarina, dos quais pelo menos 50 mil já na próxima safra (2016/17), que começará a ser semeada no terceiro trimestre.

Cotação semanal

Dados referentes a semana 17/07/2026

Suíno Independente kg vivo

R$ 5,38

Farelo de soja à vista tonelada

R$ 1.760

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R$ 1.000,00

Milho Saca

R$ 67,67
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Preço base - Integração

Atualizado em: 16/07/2026 10:22

AURORA* - base suíno gordo

R$ 5,05

AURORA* - base suíno leitão desmamado

R$ 5,55

AURORA* - base suíno leitão descrechado

R$ 5,45

Cooperativa Majestade* - base suíno/matriz descarte

R$ 5,05

Cooperativa Majestade* - base leitão

R$ 5,55

Dália Alimentos* - base suíno gordo

R$ 5,60

Dália Alimentos* - base leitão

R$ 5,60

Alibem - base creche e term.

R$ 5,05

Alibem - base suíno leitão

R$ 5,55

BRF

R$ 6,45

Estrela Alimentos - creche e term.

R$ 5,15

Estrela Alimentos - base leitão

R$ 5,50

Pamplona* base term.

R$ 5,05

Pamplona* base suíno leitão

R$ 5,55
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