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LOGISTICA: Gargalos reduzem eficiência do transporte ferroviário, diz CNT

18 de dezembro de 2015
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Porto Alegre, 18 de dezembro de 2015 – O transporte ferroviário brasileiro
registrou significativo crescimento desde o início das concessões, em 1996.
Após os investimentos das concessionárias, a produção ferroviária
(toneladas transportadas por km) cresceu 28,9%, entre 2006 e 2014. Mas os baixos
níveis de investimento em infraestrutura por parte do poder público e a
existência de gargalos operacionais comprometem a eficiência do setor. Em
áreas urbanas, as composições chegam a reduzir em oito vezes a velocidade, de
40 km/h para 5 km/h, causando prejuízos. É o que aponta a Pesquisa CNT de
Ferrovias 2015, da Confederação Nacional dos Transportes.

O estudo da CNT, que chega à 5a edição, identifica entraves e propõe
soluções. Além disso, caracteriza os 13 principais corredores ferroviários
em relação ao desempenho operacional e descreve a evolução recente do
sistema ferroviário brasileiro. Foram ouvidos ainda os clientes das ferrovias
sobre a qualidade dos serviços.

O Brasil tem 12 principais malhas destinadas ao transporte ferroviário de
cargas. Juntas, compreendem 28.176 km. Onze são operadas por empresas privadas
e constituem o foco da pesquisa. Em nove anos (de 2006 para 2014), o setor
público investiu R$ 12,93 bilhões na expansão da malha e na solução de
entraves – média anual de R$ 1,44 bilhão. O valor representa 67,5% do total
de R$ 19,16 bilhões autorizados.

Nesse mesmo período, o investimento do setor privado nas ferrovias foi
quase o triplo, R$ 33,51 bilhões – em infraestrutura, material rodante,
sinalização telecomunicações, oficinas, capacitação, entre outros. Desde o
início das concessões até 2014, as concessionárias pagaram cerca de R$ 8,0
bilhões pelas outorgas e arrendamentos.

“Estamos convencidos de que, para resolver os entraves operacionais e
garantir maior competitividade econômica, deve-se aumentar os investimentos na
expansão da malha e na resolução dos gargalos atuais”, diz o presidente da
CNT, Clésio Andrade.

Segundo Clésio Andrade, “um dos caminhos para o Brasil retomar o
desenvolvimento e permitir maior integração nacional é a priorização do
transporte ferroviário, que levará ao equilíbrio da matriz de transporte de
cargas e a consequente redução dos custos logísticos”. De 2011 a 2014, as
principais mercadorias transportadas nas ferrovias brasileiras foram minério de
ferro, soja, milho, açúcar e carvão mineral. As informações partem da
Agência CNT de Notícias.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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