Agronegócio

Produtores tiveram bons rendimentos com safrinha de milho, feijão e pastagens após a colheita do tabaco

9 de junho de 2021
Compartilhe

Os produtores que aderiram à safrinha, dentro do “Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco”, foram beneficiados pela alta valorização dos grãos este ano. É o que demonstra o levantamento feito pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), entidade que promove o programa de diversificação na região Sul do Brasil, com apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) no Rio Grande do Sul.

A área plantada com milho, feijão e soja cresceu 22% na região Sul, comparativamente com o ano passado, atingindo 144.222 hectares. Em contrapartida, a área com pastagens reduziu 27%, atingindo 25.572 hectares. Devido ao clima, as produtividades decresceram em média 34%, o que fez com que o total da produção de grãos chegasse a 580.442 toneladas.

O rendimento extra estimado é de R$ 933 milhões, uma variação de 47% em relação ao resultado de 2020, quando os produtores alcançaram R$ 634,2 milhões com o cultivo de grãos e pastagem. Entre os estados, a renda extra alcançou R$ 368 milhões para os produtores gaúchos em 2021 (R$ 297,4 milhões em 2020). Em Santa Catarina, o rendimento subiu de R$ 205,2 milhões em 2021, para R$ 374 milhões em 2021. E no Paraná, o aumento foi de R$ 131,5 milhões para R$ 191 milhões.

Na avaliação do presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, os números do programa mostram a importância do cultivo de uma segunda safra. “Diversificar é sempre uma boa opção para o produtor, pois lhe permite ter seus ganhos distribuídos em mais atividades. Em 2021, observamos uma preferência dos produtores pelo cultivo de grãos em detrimento ao de pastagens, o que resultou em um ganho superior dado o bom momento do agronegócio com essas commodities”, comenta o executivo.

A ação é conduzida pelo SindiTabaco com apoio de entidades representativas dos produtores e dos governos dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Uma das vantagens é a redução dos custos de produção dos grãos, pois ocorre o aproveitamento residual dos fertilizantes e pode, também, haver redução de custo na produção de proteína com o uso do milho no trato animal. Outros benefícios são a proteção do solo e a interrupção do ciclo de proliferação de pragas e ervas daninhas.

Resultados 2021
Resultados 2021
Fonte: SindiTabaco

Cotação semanal

Dados referentes a semana 18/06/2021

Suíno Independente kg vivo

R$ 7,12

Farelo de soja à vista tonelada

R$ 2.150,00

Casquinha de soja à vista tonelada

R$ 1.300,00

Milho Saca

R$ 85,00
Ver anteriores

Preço base - Integração

Atualizado em: 23/06/2021 14:00

AURORA* base suíno gordo

R$ 5,90

AURORA* base suíno leitão

R$ 6,00

Cooperativa Languiru

R$ 5,70

Cooperativa Majestade*

R$ 5,70

Dália alimentos

R$ 5,70

Alibem - base creche e terminação

R$ 4,90

Alibem - base suíno leitão

R$ 5,70

BRF

R$ 5,70

Estrela Alimentos - creche e terminação

R$ 4,80

Estrela Alimentos - leitão

R$ 5,85

JBS

R$ 5,60

Pamplona* base terminação

R$ 5,90

Pamplona* base suíno leitão

R$ 6,00
* mais bonificação de carcaça Ver anteriores

Parceiros da Suinocultura Gaúcha

Parceria