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SOJA: SC estabelece vazio sanitário para combater ferrugem asiática

1 de agosto de 2017
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Porto Alegre, 1 de agosto de 2017 – No período entre 15 de junho a 15 de
setembro fica proibido ter plantas de soja em crescimento no estado. A medida
visa proteger as lavouras catarinenses da ferrugem asiática da soja e atende a
uma demanda do setor produtivo. A Portaria n 18/2017 foi assinada na
quinta-feira (27) pelo secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir
Sopelsa, em Abelardo Luz.

Para que seja respeitado o vazio sanitário, a Portaria proíbe a semeadura
de soja no período de 11 de fevereiro até 14 de setembro de cada ano em Santa
Catarina. O secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, destaca que
o vazio sanitário foi estabelecido após ampla discussão envolvendo a
Secretaria da Agricultura, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural
de Santa Catarina (Epagri), Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de
Santa Catarina (Cidasc) e representantes do setor produtivo catarinense. “A
medida traz mais segurança para os produtores catarinenses e protege as
lavouras da ferrugem asiática, que pode comprometer todo cultivo”, ressalta.

Cada estado do país pode estabelecer o período mais adequado para o vazio
sanitário da soja, de acordo com suas condições climáticas. O secretário
adjunto da Agricultura, Airton Spies, explica que, no caso de Santa Catarina, o
frio intenso que ocorre no inverno nas regiões produtoras de soja, normalmente,
já elimina todas as plantas de soja vivas, que são queimadas pela geada. Se
isso não ocorrer, é necessário o controle químico por meio de dessecação
com herbicidas.

Segundo o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no período de
vazio sanitário não deve haver soja em estado vegetativo para que o fungo, que
causa a ferrugem asiática, e seus esporos não consigam sobreviver e
contaminar o próximo plantio.

Soja em Santa Catarina

Os produtores catarinenses colheram a maior safra de soja da história. A
produção chegou a 2,4 milhões de toneladas, 13,4% a mais do que no último
ano. A soja vem ganhando cada vez mais espaço nas lavouras catarinenses,
principalmente as áreas que antes eram usadas para o plantio de milho. Na safra
2016/17, o grão ocupou 660,2 mil hectares no estado, a maior área plantada
já registrada. O aumento na produção é o resultado da combinação entre
área plantada e produtividade, o rendimento médio das lavouras catarinenses
chega a 3,6 toneladas por hectare – um aumento de 11,24% em relação à última
safra.

A soja é ainda um grande produto na pauta de exportações de Santa
Catarina. Em junho, de tudo o que o estado exportou, 11,4% era do complexo soja.
No acumulado do ano, de janeiro a junho, o volume exportado foi 15% superior ao
volume exportado no mesmo período de 2016, passando de 1,2 milhão de
toneladas. Os principais destinos da soja catarinense são China, Rússia,
Coreia do Sul e Tailândia. Com informações da Secretaria de Estado da
Agricultura e da Pesca de Santa Catarina.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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